<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098</id><updated>2011-04-21T22:09:21.498-07:00</updated><title type='text'>Grande Reportagem</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-115141498423103316</id><published>2006-06-27T06:29:00.000-07:00</published><updated>2006-06-27T06:56:58.813-07:00</updated><title type='text'>Uma para cada gosto</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Ana Paula Ferreira (nanafs_cps@yahoo.com.br) e Renata Roncatto (&lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:renata_baccaran@yahoo.com.br"&gt;&lt;em&gt;renata_baccaran@yahoo.com.br&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sarah Goulart, de 24 anos, tem um marido muito ciumento. Odylla Batagin Ranucci, com 79 anos, mora sozinha e tinha dificuldades em levantar os braços para estender uma roupa no varal. Renan Moisés Bonfa, um adolescente de 15 anos em busca de status. Mas, o que essas pessoas têm em comum? Todas elas encontraram uma academia para poder fazer atividades físicas, melhorar a saúde e a qualidade de vida. Hoje, o Brasil é o segundo país do mundo em número de academias e lidera o ranking da América Latina com sete mil estabelecimentos. Isto representa mais de 2,1 milhões de freqüentadores. E, como se sabe, cada pessoa tem suas preferências e cada um escolhe a academia que mais se encaixe no padrão de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mercado em expansão é a academia segmentada. Nela, somente um tipo de público é atendido. Em Limeira, a 50 km de Campinas, funciona a Vidativa, uma academia que atende somente mulheres. Com as paredes internas pintadas de cor-de-rosa, a academia foi a melhor solução encontrada por Sarah, cujo marido não a deixava freqüentar academias mistas por achar que muitos homens vão até lá só para paquerar. “Meu esposo só me deixava fazer caminhadas, mas agora permite que eu freqüente uma academia e até me incentiva”, diz a aluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cor-de-rosa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único homem que tem permissão para entrar na Vidativa é Fábio Stein Sturion, proprietário e professor da academia. Ela foi criada há seis anos, mas há apenas oito meses está sob responsabilidade de Sturion, que já era professor da academia, conhecia toda a rotina de atividades de lá e sabia que ela possuía um público fiel e cativo por oferecer um atendimento especial ao sexo feminino. “Nossa faixa etária varia dos 14 aos 70 anos, mas a predominância é de alunas entre 27 a 35 anos que não gostam do clima de azaração com meninões. Aqui ninguém fica atrás delas olhando ‘com outros olhos’ enquanto fazem os exercícios”, afirma o professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sarah começou a fazer academia para perder peso, mas se encantou com o ambiente e o atendimento especializado para mulheres e, portanto, já está lá há três anos. Na Vidativa, os equipamentos são iguais aos de outras academias, com exceção de três que são voltados exclusivamente para o público feminino, como, por exemplo, a máquina de agachamento, que é específica para mulher, com dimensões especiais. A aluna é assídua e faz dos exercícios físicos uma terapia. “Depois de um dia inteiro de serviço e estresse, vir à academia é ter um momento para relaxar e esquecer dos problemas”, diz Sarah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/320/Sarah.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Para agradar o marido, Sarah Goulart freqüenta uma academia só para mulheres&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A psicóloga Shirley Gomes da Costa diz que é importante que homens e mulheres mantenham um convívio, ao invés de se isolarem em academias diferenciadas. Mas afirma que se esta medida ajuda as mulheres a buscarem uma melhora na qualidade de vida e se somente desta forma conseguem praticar atividades físicas, como no caso de Sarah, então esta é a melhor alternativa. Para a psicóloga, a cor rosa utilizada nas paredes da academia, neste caso, serve como um estimulante psicológico para intensificar ainda mais a idéia da feminilidade e de que o espaço é só de mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shirley explica também que as academias muitas vezes são procuradas não só na busca por um corpo perfeito, mas também como um meio de extravasar as energias e as cargas de estresse adquiridas ao longo do dia. Elas servem como uma terapia, pois proporcionam aos freqüentadores um momento de descontração, de bate-papo com outros alunos que, na maioria das vezes, se estimulam e dão força um para o outro na prática das atividades físicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cardápio variado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de um shopping center de Campinas, a academia Fórmula possui cerca de 5.000 m² de espaço útil para atividades físicas que variam desde hidroginástica para gestantes e natação para bebês, até um programa de vitalidade para idosos. A academia foi inaugurada há um ano e oferece um amplo cardápio de opções aos alunos. Nela, os segmentos de exercícios estão divididos em três mundos: o aquático, que se refere a todas as atividades realizadas na água; o da musculação, que conta com uma diversidade de equipamentos e professores para monitorarem a realização dos exercícios; o da aeróbica, que oferece, entre muitas aulas, aerobike e corrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as atividades da academia são regadas a muita música. Inclusive, no mundo da musculação, a Fórmula possui um DJ que seleciona e toca músicas para motivar os alunos a se exercitarem, além de criar um ambiente mais descolado. Segundo a psicóloga Shirley Gomes da Costa, a música é utilizada em todas as academias para incentivar o aluno, estimular os movimentos e ajudar na concentração para a realização das atividades. “Sendo agradável, proporciona uma sensação psicológica, muitas vezes, de menor esforço porque as pessoas prestam atenção na música e automatizam os movimentos do exercício”, afirma a psicóloga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o adolescente Renan Moisés Bonfa o que o atraiu a fazer a mega-academia não foi só a variedade e qualidade de aulas oferecidas, mas por estar mais perto de casa e também o destaque social que ela dá aos alunos. Bonfa fez outra academia durante seis meses e há um mês mudou para a Fórmula. Ele diz que antes não tinha condições financeiras de freqüentá-la, mas que como a situação melhorou, optou por fazer a academia, pois dá a ele mais status. &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/320/Renan%20Bonfa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A procura de status e qualidade de vida, o adolescente Renan Bonfa optou pela academia Fórmula&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;Seguindo a regra geral, o principal motivo que levou Bonfa a procurar uma academia foi a busca por um corpo mais definido e ‘sequinho’, pois queria perder peso também. Mas ele já aprendeu que, se deseja obter resultados positivos, deve obedecer à rotina de exercícios que o professor recomenda. O adolescente já tentou burlar as leis e aumentou a quantidade de exercícios para tentar atingir o alvo mais rapidamente. O resultado foi desastroso: sentiu-se tão cansado e com tantas dores no corpo que não conseguia ir a academia no dia seguinte. Depois da experiência, Bonfa reconhece que vê mais resultados quando respeita o limite do próprio corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As academias podem ser um desastre para os adolescentes”, adverte a psicóloga. Ela acredita que pode haver um lado positivo se houver profissionais que saibam orientar as atividades adequadas para esta faixa etária, para tentar conter o impulso do jovem que sonha ter o corpo perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ortopedista Patrícia Hernandez defende que adolescentes não devem realizar exercícios de musculação com muito peso, porque ainda possuem a estrutura óssea imatura. Eles podem ter lesões das placas de crescimento, alterações no crescimento dos ossos, desvio de eixo e até fechamento prematuro dessas placas. “Não é hora para eles estarem musculosos, mas para terem flexibilidade e resistência”, diz a ortopedista. Por isso, recomenda exercícios que exijam pouca carga e mais repetições de séries.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro público para o qual a Fórmula oferece uma atenção especial são as gestantes e as mamães. Foi desenvolvida uma rotina de exercícios para as gestantes, chamado Programa Mãe Ativa. Os exercícios são realizados na água e no solo. Keila Hobeika, que está grávida de oito meses de seu segundo filho, participa do programa para gestante. “Aqui, além de poder manter minha forma física, é uma terapia para relaxar da rotina diária”, resume a gestante. Assim como fez com seu primeiro filho, ela tem planos de levar o bebê à academia para fazer exercícios também. A partir dos 6 meses de idade, a criança já pode fazer natação. Para os filhos que já estão mais crescidinhos, as mães podem contar com uma sala reservada para as crianças. Os pimpolhos permanecem ali, vigiados por um responsável, enquanto as mamães fazem as atividades físicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A grande família&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mais do que atividades físicas, dona Odylla recuperou a agilidade para se movimentar e melhorar a qualidade de vida que possuía. Ela começou a freqüentar a academia Rio Branco, em Campinas, há cinco anos pela proximidade com a casa em que mora e hoje esbanja vitalidade. Sua alegria é conhecida por todos os alunos e funcionários e serve como um incentivo para as outras alunas da terceira idade. Quando iniciou, tinha problemas de articulação e sentia dificuldades até na hora do banho, pois não conseguia levantar os braços e precisava apoiá-los no box do banheiro. Ela tem uma bursite que chama de mal curada, crônica e eterna, mas diz que os resultados obtidos pelos exercícios foram positivos. “Além de amenizar as dores, também ganhei mais agilidade e segurança no andar e mais firmeza nos movimentos”, afirma a senhora, que completou 79 anos dia 30 de abril e levou um bolo à academia para comemorar com os amigos. &lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/320/Dona%20Odylla.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Com 79 anos, dona Odylla é o orgulho da academia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Hoje, ela freqüenta a academia todos os dias e faz aulas de alongamento e musculação. Fernanda Moraes, professora de dona Odylla, diz que a aluna vem para as aulas todos os dias, embaixo de chuva ou de sol. A professora também afirma que como é a aluna mais velha da Rio Branco, é conhecida por todos e é o orgulho da academia. É uma referência para os mais jovens que têm um pouco de preguiça na hora de fazer as atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até há pouco tempo as atividades físicas recomendadas para idosos eram apenas hidroginástica, alongamento e caminhada, mas, segundo a professora, os exercícios de força também são importantes à idade, pois é fundamental que tenham ossos, músculos e o sistema imunológico fortes. Tudo é permitido para eles desde que feito com cautela e sem exageros e, para alguns exercícios, há a necessidade de adaptação às limitações do corpo dos idosos. A professora diz que dona Odylla faz tudo e sem reclamar, inclusive 30 minutos ininterruptos de abdominais. “Eu tenho que tomar cuidado e ficar atenta, pois ela sempre tenta fazer mais exercícios do que eu recomendo”, afirma Fernanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A academia freqüentada por dona Odylla foi fundada há oito anos, possui cerca de 600 alunos, a partir dos 14 anos, e proporcionou a ela não só uma melhora na saúde, como criou um vínculo de amizades. Ela afirma que a academia é mais que um hobby, é o único passeio e divertimento que tem. “Aqui dou muitas risadas e todos conversam comigo. Minha vida é na academia!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a proprietária da Rio Branco, Edna Domingues de Carvalho, histórias como a de dona Odylla é que impulsionam e valorizam o trabalho nesses estabelecimentos. Ela avalia como positivo o fato de existirem muitas academias, pois acredita que, com isso, mais pessoas têm acesso à prática de atividades físicas e uma melhor qualidade de vida. “Hoje em dia não é só um culto ao corpo, mas muitos têm se conscientizado que se exercitar é importante e não só pela estética, mas pela saúde e bem estar”, afirma a proprietária da academia. Para Edna, cada academia tem o seu atrativo e trabalha naquilo que consegue ser melhor. Agora, quem escolhe qual é melhor é o aluno e de acordo com suas necessidades. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-115141498423103316?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/115141498423103316/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=115141498423103316' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115141498423103316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115141498423103316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/uma-para-cada-gosto_27.html' title='Uma para cada gosto'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-115133386444650689</id><published>2006-06-26T07:42:00.000-07:00</published><updated>2006-06-26T08:11:27.100-07:00</updated><title type='text'>O correto é fazer academia o ano todo, diz ortopedista</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Ana Paula Ferreira e Renata Roncatto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem lembra que academia existe somente no verão está cometendo um erro grave. Segundo a ortopedista Patrícia Hernandez, fazer academia durante uma estação é ruim porque alguém que vai para a academia só no verão, quer estar em forma naquele mesmo período e então vai querer fazer tudo o que não fez no inverno em um curto período de tempo. As chances de lesões musculares para os que fazem exercícios físicos em apenas alguns meses, ao invés de o ano todo, é muito maior, pois, em muitos casos, a pessoa pode querer colocar uma carga maior do que a que consegue suportar e isto pode levar a alguns danos no corpo, como uma ruptura do músculo, uma vez que ele e o tendão não vão estar devidamente preparados para agüentar o excesso de peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo com todos os problemas que a falta de exercícios durante todo o ano pode acarretar, a realidade nas academias é outra, pois a procura realmente é maior durante o verão. Fábio Stein Sturion, proprietário da academia Vidativa, afirma que o número de alunas durante o ano é de 150. Quando o verão se aproxima, aumenta para 200. “No verão existem aquelas alunas que só freqüentam porque está próximo do dia de irem para a praia e querem emagrecer 15 kg em dois meses”. Ele afirma também que o ideal é que se mantenha um ritmo de exercícios, de dez a onze meses. E, se houver necessidade, pode descansar um mês do ano. É recomendado fazer exercícios constantemente e em um ritmo contínuo, pois se for feito exercícios só para ir para a praia e poder usar um biquíni pequenininho, poderá haver também um desgaste na musculatura e ocorrer lesões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra causa de lesões freqüentes são as atividades físicas em excesso. A ortopedista diz que todo treinamento deve ter um descanso e precisa haver uma rotina variável. Em relação ao excesso de musculação, os resultados podem aparecer como lesões musculares, caracterizadas por esforços repetitivos (LER), devido a realização de uma série de exercícios todos os dias. O músculo precisa ter um período de descanso entre as atividades, por isso o ideal é intercalar as áreas; “um dia trabalha a perna, no outro o braço, portanto, deve-se sempre alternar os exercícios para que o músculo possa se adaptar àquele tipo de exercício”, afirma a ortopedista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da corrida, o excesso pode ter conseqüências mais graves, como uma fratura por estresse. Na natação e hidroginástica, um praticante esporádico pode ter um trauma no ombro se não fizer um alongamento da maneira correto. Mas, ninguém pode negar que a prática regular de exercícios, supervisionada por um profissional formado na área de educação física ou outra atividade médica, fortalece tanto a parte muscular, quanto a óssea. O fortalecimento da musculatura e da estrutura óssea trabalham em conjunto para uma melhor qualidade de vida. Portanto, a pessoa terá menos dores e menos chances de ter osteoporose. Para os idosos, evita também as freqüentes quedas. Dona Odylla conta que este era um problema que, por muitas vezes, aconteceu com ela. “Não tinha firmeza para caminhar nas ruas e cai muitas vezes. Não vou mentir e dizer que isto não acontece mais, mas meu equilíbrio melhorou bastante”, diz a aluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, as atividades físicas proporcionam melhora no metabolismo, tanto da parte de carboidrato, que seria a diabete, quanto da lipídica, que seria o colesterol. Patrícia também lembra que “a parte cardiorespiratória também é beneficiada, porque há uma melhora na resistência pulmonar, o que leva a prevenção de problemas no futuro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já sentiu no próprio corpo as maravilhas que as atividades físicas podem proporcionar é Hans Mehrmann, 61 anos. Este executivo tomava remédio para colesterol e a rotina de trabalho o deixava meio ‘travado’. Começou a freqüentar uma academia devido a um problema no joelho, pois ia a consultas médicas, mas não havia melhora. Ele decidiu procurar uma academia para fazer hidroginástica, pois é um exercício de baixo impacto para as articulações. A dor passou e não apresenta mais altos índices de colesterol; também melhorou o equilíbrio e a concentração. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Mehrmann aproveita para ir à academia na companhia da esposa e da filha. Freqüenta a Fórmula de segunda a segunda, no mínimo três horas diárias de exercícios. Pratica atividades aeróbicas e faz musculação. Ele não sabe mais viver sem ir a uma academia. “É um vício”, afirma. Além de melhorar a saúde, Mehrmann conta que também faz atividades físicas porque adora doces e não consegue controlar a boca; por isso também se exercita para perder algumas calorias. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/320/Hans%20Mehrmann.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Vício: Hans Mehrmann freqüenta a academia Fómula todo dia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-115133386444650689?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/115133386444650689/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=115133386444650689' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115133386444650689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115133386444650689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/o-correto-fazer-academia-o-ano-todo.html' title='O correto é fazer academia o ano todo, diz ortopedista'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-115115617486087365</id><published>2006-06-24T06:32:00.000-07:00</published><updated>2006-06-24T07:01:10.773-07:00</updated><title type='text'>Não só de religião vive o homem, mas de muita caminhada</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Por Nathália Barros (&lt;a href="mailto:tata_jornal2003@yahoo.com.br"&gt;tata_jornal2003@yahoo.com.br&lt;/a&gt;) e Renata Moretto (&lt;a href="mailto:re_mch@yahoo.com.br"&gt;re_mch@yahoo.com.br&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conhecida como segundo grande centro de peregrinação católica do mundo, Aparecida (SP) também oferece um grande centro comercial de artigos religiosos e vários pontos turísticos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A madrugada está fria e convida ao sono. São três e meia da manhã de domingo quando partem. Em romaria, os cento e dez ônibus da Arquidiocese de Bragança Paulista (SP) seguem rumo a Aparecida. Setenta pertencem à região de Mairiporã, sendo nove da Matriz Nossa Senhora do Desterro, principal Igreja da cidade. Após vinte minutos de viagem, a maioria dos romeiros já está dormindo. A madrugada de céu estrelado, aos poucos, empresta sua beleza aos primeiros raios de sol. Depois de duas horas e trinta e dois minutos de estrada, o grande grupo chega a seu destino. A manhã toma para si o frio da madrugada. A vestimenta que domina o cenário é a blusa flanelada e a calça jeans comprida. E olha que o inverno ainda não chegou. O auxiliar de contabilidade Tiago de Carvalho, de 22 anos, é um dos primeiros a descer do seu ônibus, o de número seis. Alonga os braços, esfrega os olhos e observa a paisagem. Do mesmo veículo, vem, ainda sonolento, o estudante Leandro Aparecido Rodrigues Moreira, de 17 anos. Ele estica as pernas e os braços, abre sua mochila vermelha e preta, confere suas coisas e segue em direção ao Centro de Apoio ao Romeiro, mais conhecido como Shopping dos Romeiros de Aparecida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A primeira parada da maioria dos romeiros é na praça de alimentação do shopping, onde todos podem tomar o café da manhã. “Quando chego em Aparecida, vou imediatamente procurar um lugar para comer. Isso é óbvio, porque nenhum romeiro é de ferro”, brinca Tiago de Carvalho. Poucas lanchonetes estão abertas. Na praça de alimentação, sobra mesa para a pouca gente que se encontra ali, neste momento. Após o café, os romeiros se dissipam. Alguns vão ao Mirante da Basílica, outros visitam a Igreja Velha e poucos ficam sentados esperando o início da missa das oito da manhã, que sempre é televisionada pela rede Aparecida SAT e transmitida pela TV Cultura. Quinze minutos antes de a missa começar, os romeiros da Arquidiocese de Bragança se reencontram para assistir à celebração. Como a Basílica está cheia nesse horário, fica difícil achar um lugar para se sentar. Alguns se acomodam no chão, outros ficam de pé mesmo, devido ao pouco espaço. Enquanto tenta se acomodar, Leandro conta que, pelo menos uma vez por ano, se desloca a Aparecida e que, geralmente, faz a romaria com junto com a paróquia de Mairiporã, local onde mora. Para ele e muitos fiéis que viajam durante a madrugada, o dia começa, de fato, às oito horas da manhã, com a primeira missa do dia. “Acho tudo muito legal, gosto de visitar os lugares, mas primeiro vou à missa para agradecer, louvar e pedir proteção. Não costumo visitar outros lugares enquanto não assisto à celebração”, assegura o estudante. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A solenidade termina por volta das nove e meia da manhã. Depois desse horário, o movimento fica intenso. Muitos braços e pernas de fora, estampas floridas, algumas cores fortes, muitas sandálias, chinelos e tênis, camisetas e algumas regatas passeiam pela passarela. Parece um desfile de modas para o verão, mas não é. São apenas romeiros, andando pela longa e larga rampa que liga a Basílica de Aparecida ao Centro de Apoio ao Romeiro, situado numa parte do estacionamento do Santuário. O sol já está alto e o calor da cidade lembra um clima de praia. Por isso, “romeiro que se preza veste aquilo que é mais confortável possível”, aconselha Leandro Moreira. Ele guarda na mochila a blusa que trajava e deixa à mostra a camiseta do seu time de coração. Os romeiros se separam novamente. Alguns em trios, outros em duplas vão cada grupo aos locais de suas preferências. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Romeiro-turista&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;No Morro do Cruzeiro, localizado no bairro Alto da Ponte, um dos pontos mais visitados pelos romeiros, é possível encontrar Ericê Jesuíno Carlini, de 74 anos. Acompanhada pela filha Sílvia Carlini Andrade, 45 anos, dona Ericê percorre a pé todo o caminho da Via Sacra que conduz ao topo do Morro. Ao longo das quinze estações, a senhora de 74 anos esbanja saúde e disposição. De posse de um lencinho branco, que usa para enxugar o rosto, Ericê mostra uma energia de dar inveja a qualquer jovem. Ela vai a Aparecida uma vez por ano e, na maioria das vezes, está acompanhada pelo marido, Alberto Carlini, dois anos mais velho. Este ano, além do marido, Ericê também pôde contar com a companhia da filha mais velha, que sobe com ela o Cruzeiro, e com a filha caçula, Simone Carlini, de 35 anos, que ficou com o pai. “Sabe que este ano faz 51 anos eu vim aqui pela primeira vez. Foi a época em que eu casei com meu marido”, conta Ericê. Desta vez, seu Alberto não quis acompanhá-la na caminhada. Sílvia Carlini explica que o pai não tem a mesma disposição da mãe e, por isso, permaneceu no Santuário. “Ele veio conosco, mas não quis andar. Ele é meio preguiçoso e ficou na Basílica mesmo com minha irmã”, brinca Sílvia. Na Basílica Velha, do outro lado da Passarela da Fé, visitantes e fiéis se amontoam para apreciar a imagem de Nossa Senhora de Aparecida e rezam na missa que está sendo realizada. Em meio a entulhos e andaimes do local que passa por reformas e restaurações, uma fila dupla, com mais de cem pessoas, vai se formando. A cada minuto, mais fiéis e mais visitantes enchem o local. Em menos de meia hora, as passagens ficam intransitáveis, ninguém consegue entrar ou sair dali. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Essas situações ilustram um fato que tem acontecido nos últimos anos. Muitos romeiros estão se deslocando a Aparecida em busca de fé e de divertimento, sentimentos que estão cada vez mais unidos. Para muitos visitantes, ir atrás da diversão requer uma boa preparação física. Existem locais para visita que são distantes do Santuário e o peregrino precisa percorrer alguns quilômetros, como é o caso do Morro do Cruzeiro. Ele fica a cerca de 900 metros de distância da Basílica Nova e está localizado a 87 metros de altura. Ao longo do caminho que leva à cruz no cume do morro, pode-se notar testemunhos de fé expressados em cartazes, placas e cruzes. No topo, pode-se observar uma grande quantidade de pessoas fotografando, filmando e apreciando a bela visão panorâmica que se tem da cidade. O visitante que opta por pernoitar na cidade se depara com uma infinidade de opções, Aparecida tem quase 400 bares e restaurantes e cerca de 110 hotéis. Só no Shopping dos Romeiros há aproximadamente 650 estabelecimentos, entre lojas varejistas, quiosques e praça de alimentação, sendo possível até comer numa lanchonete do Mc Donald’s. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Mas será que com tantas opções de lazer, num centro religioso, não faz com que o romeiro se transforme em apenas turista? Segundo a doutora em Ciências da Comunicação e professora de Turismo da PUC-Campinas Karina Toledo Solha, o turismo religioso deve ser entendido como movimentos que acontecem desde a antiguidade e fazem parte dos rituais de muitas religiões e por isso a distinção entre romeiro e turista fica difícil de ser feita. “Essa diferenciação é bastante complexa, pois está relacionada à motivação de cada um, mas de qualquer forma os visitantes da cidade irão utilizar os mesmos serviços, sejam eles turistas ou romeiros”, elucida a professora. Karina Solha argumenta que, embora seja difícil saber quem é turista e quem é romeiro, Aparecida é um dos principais, senão o principal, centro de turismo religioso do país, juntamente com o recente Santuário de Madre Paulina, em Santa Catarina. “Aparecida é um desses locais porque, embora os visitantes, geralmente, não pernoitem, eles são considerados excursionistas que têm a religião como motivação de viagem, além disso utilizam equipamentos e serviços turísticos, como transporte, alimentação e a compra de souvenires”, diz. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Para o padre Edvaldo Araújo, da Congregação do Santíssimo Redentor em Campinas, a diferença entre o turista e o peregrino está na motivação. “O peregrino é motivado pela fé, já o turista vai apenas em busca de diversão. No caso de Aparecida, a maioria esmagadora das pessoas vai movida pela fé. Quer agradecer, pedir graças, e neste caso há uma relação diferente do turista, há um encontro com o transcendental”, comenta o padre. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Na visão de Tiago de Carvalho, fazer turismo religioso na cidade permite-lhe diversão e conhecimento sobre dados e histórias do local onde professam sua fé. “Vou a Aparecida pela fé e isso já me torna romeiro, mas o fato de encontrar divertimento por lá, não vai fazer com que eu deixe de sê-lo”, reflete Tiago. Já Leandro Moreira diz acreditar numa simbiose da fé, do divertimento e da aprendizagem. “Eu acredito que não vou deixar de ser romeiro só porque estou me divertindo. Venho a Aparecida para rezar e tenho isso em mente, mas aproveito o meu domingo me distraindo com as opções de lazer que encontro aqui e, ainda, conheço um pouco mais da cidade e do catolicismo”, argumenta Leandro. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Shopping&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Por volta das onze da manhã alguns romeiros começam a almoçar. Entre lanches e refeições, a praça de alimentação do Shopping dos Romeiros parece um formigueiro. Algumas pessoas sentam-se na mesa de estranhos para fazer suas refeições. Leandro Moreira, o romeiro de 17 anos, come rapidamente seu lanche e some por entre a multidão da longa rampa do shopping. Entre várias pessoas, quatro freiras do Convento do Carmelo de São José seguem em direção às lojas do Centro de Apoio ao Romeiro. O lugar, um dos maiores centros de comércio religioso, oferece ainda um Aquário, com variedade de peixes encontrados na região, e um pequeno parque de diversão. A maioria das lojas vende artigos religiosos decorativos que vão desde chaveiros até as mais sofisticadas luminárias e quadros. Algumas são especializadas em vender um só tipo de mercadoria, como as lojas Quadros Benfica, que só comercializa quadros, e Vento Leste, que só trabalha com chaveiros e terços, que ficam na Asa Leste do Shopping. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;O Centro de Apoio ao Romeiro foi inaugurado em 1998. O projeto do local foi elaborado pela Associação de Apoio ao Romeiro de Aparecida, formada por funcionários do Santuário Nacional e administrada pelo padre Jorge de Paulo da Silva Sampaio, que hoje é denominada de Associação do Centro de Apoio ao Romeiro. De acordo com o padre Hélcio Vicente Testa, administrador do Santuário de Aparecida, a iniciativa de construir o Centro de Apoio ao Romeiro foi do próprio Santuário Nacional, com o objetivo de oferecer melhor infra-estrutura e um bom acolhimento aos romeiros que visitam o local, já que a cada ano o número de peregrinos aumenta. Só para se ter uma idéia, em 2004 Aparecida recebeu mais de sete milhões de visitantes; em 2005, foram mais de oito milhões. Aline Cristiane Leite, coordenadora de eventos do Centro, não sabe precisar a quantidade de peregrinos que passa pelo Shopping, mas garante que pelo menos a metade já o tenha visitado. A coordenadora afiança que o estabelecimento é uma alavanca para a economia local, uma vez que a maioria dos lojistas do Centro de Apoio ao Romeiro pertence à cidade de Aparecida. Desta forma, o dinheiro angariado nas vendas reflete na arrecadação da cidade, aquecendo a economia local. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;O padre Araújo não vê o Centro de Apoio ao Romeiro como um elemento de dispersão da fé dos peregrinos, mas, sim, como um suporte aos visitantes do santuário. “Pense na quermesse de uma paróquia. Quem vai, quer encontrar uma boa infra-estrutura. Agora, pense em Aparecida, como se houvesse uma quermesse o ano inteiro. Para isso, é preciso ter um suporte sempre. E no Centro, o romeiro tem pronto-socorro, banheiro público e local adequado para alimentação”, ilustra. Para ele, a cidade em si não tem boas condições para receber o romeiro se comparada a outras cidades, como Lourdes, na França, e Assis, na Itália. “Deveria haver muito mais investimento para uma boa acolhida. Tanto em relação à estrutura, quanto às pessoas da cidade, que não fazem uma recepção calorosa aos visitantes”, aclara Araújo. O padre vê o comércio no santuário como uma forma de coibir a exploração do romeiro, por parte dos lojistas, quanto ao preço dos artigos religiosos. “O romeiro era muito explorado pelas lojinhas da cidade”. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A diversão&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Outro lugar bastante freqüentado pelos romeiros é o Mirante da Basílica Nova. Ele está localizado no décimo sexto andar da torre mais alta do Santuário, tem mais de cem metros de altura e permite, a quem o visita, uma visão geral de toda a cidade. De lá é possível ver o lado antigo da cidade, ver o Shopping dos Romeiros, descobrir uma série de barraquinhas em uma das principais avenidas da cidade, apreciar o rio Paraíba e notar ao longe o Magic Park. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Inaugurado em 1999, o parque, segundo padre Hélcio Testa, é o resultado de um investimento de um grupo italiano. Entretanto, o grupo desistiu do empreendimento, o Santuário o comprou e, atualmente, o mantém. Segundo Testa, o Magic Park serve para divertir os visitantes de Aparecida. Ele apresenta três tipos de atrações e nove construções temáticas espalhadas pelo parque. Os cenários são compostos por edificações que lembram algumas culturas importantes: romana, italiana, medieval, nórdica, árabe, francesa, portuguesa, mexicana e western. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Quanto às atrações, a primeira, de caráter religioso, trata da encenação da natividade de Cristo. A cada meia hora é realizada uma apresentação em um presépio, com 84 bonecos, dividida em anunciação do anjo Gabriel, vida de Maria na Galiléia e nascimento de Cristo em Belém. Efeitos de luz, cascatas, canais e a música “Ave Maria” de Schubert, cantada pelo tenor Luciano Pavarotti, colaboram para sensibilizar o público. A segunda diversão, ligada à cultura, é o “Mundo em Miniatura”, um espaço de dez mil metros quadrados que reúne cerca de noventa e oito réplicas em miniatura dos maiores monumentos de trinta e um países. A terceira destina-se à recreação. É um parque de diversões que conta com aproximadamente dezoito brinquedos, entre eles alguns bem conhecidos, como splash, kamikase, carrossel, barco pirata, carrinho bate-bate e montanha-russa. Mas a idéia do parque parece que ainda não emplacou. Mesmo oferecendo transportes ao local, muitos visitantes desconhecem o Magic Park. Tiago de Carvalho não sabe nem onde está o parque. “Já ouvi falar muito nesse lugar, mas não conheci ainda. Você acredita que eu nem sei para que lado ele fica?”, diverte-se o auxiliar de contabilidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fim de viagem&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas voltam de carro com seus conhecidos, mas a maioria vai voltar em seus respectivos transportes: os ônibus. Com os pés cansados, suor no rosto e dores na coluna, alguns romeiros caem em sono profundo, como é o caso do jovem Leandro Moreira, que ocupa dois assentos, do fundo, para repousar. Às três e quinze da tarde, o ônibus número seis da matriz de Mairiporã começa a fazer o caminho de casa, pega a rodovia Dutra rumo a São Paulo. Às quatro e cinco, os romeiros param numa grande lanchonete, no quilômetro sessenta e cinco, próximo a Jacareí. Poucas pessoas descem para usar os sanitários e beber água. Em menos de quinze minutos, todos já estão de volta aos seus lugares. Por volta das cinco e vinte, a pedido de muitos passageiros, o ônibus faz outra parada na Dutra, na altura do quilômetro seis, na Casa da Pamonha. Todos querem tomar suco de milho e comer pamonha. Mais da metade das pessoas descem e, somente às cinco e cinqüenta, voltam ao ônibus. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A noite, aos poucos, mostra seu rosto frio e calmo. Muitas estrelas vêm doar o ar de sua graça e enfeitar o céu das seis da tarde, quase noite. O “clac-clac” de algumas pessoas ainda saboreando suas pamonhas, logo dá espaço ao silêncio do cansaço e do sono. É neste momento, que um grande susto toma conta dos passageiros. Perto de pegar a entrada para a Fernão Dias, rodovia que liga São Paulo a Mairiporã, o motorista do ônibus seis é surpreendido por um motociclista distraído que quase provoca um acidente. Andando a menos de 50 km/h, na faixa da direita, o motociclista não percebe que o ônibus, atrás dele, está mais veloz e pretende entrar na Fernão Dias. Nem mesmo a seta do grande veículo é o suficiente para alertar o rapaz, que leva uma pessoa na garupa. O ônibus é obrigado a dar uma freada brusca e buzinar, em sinal de aviso, para o motociclista. Por sorte, o rapaz entende o sinal e aumenta a velocidade. Muitos passageiros se assustam, mas depois de cinco minutos tudo fica em paz. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Os romeiros enfrentaram mais de três horas de viagem de volta. O ônibus seis chega na cidade juntamente com o dois e cinco. Todos param ao redor da matriz Nossa Senhora do Desterro. Depois de um dia cansativo, os romeiros se despedem uns dos outros e cada um leva consigo, para casa, as lembranças dessa romaria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-115115617486087365?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/115115617486087365/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=115115617486087365' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115115617486087365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115115617486087365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/no-s-de-religio-vive-o-homem-mas-de.html' title='Não só de religião vive o homem, mas de muita caminhada'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-115110189681977749</id><published>2006-06-23T15:27:00.000-07:00</published><updated>2006-06-23T16:59:12.833-07:00</updated><title type='text'>Ressurreição ou reencarnação?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Michelle Masotti (&lt;a href="mailto:michelle_mma@yahoo.com.br"&gt;michelle_mma@yahoo.com.br&lt;/a&gt;) e Juliana Castro (&lt;a href="mailto:juliana_0201@yahoo.com.br"&gt;juliana_0201@yahoo.com.br&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Como duas religiões com a mesma base cristã podem ter doutrinas tão diferentes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou? De onde venho? Pra onde vou? O que vim fazer aqui neste mundo e o que significa morrer? As questões sobre a vida e a morte são muitas e cada religião traz uma explicação. Algumas doutrinas, inclusive se contrapõem em várias questões e um exemplo claro de cristãos que se baseiam em fundamentos tão diferentes são os evangélicos e os espíritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Livro é o mesmo. A Bíblia Sagrada é o ponto de partida da doutrina evangélica e da espírita também. Mas como visões tão diferentes de vida e morte podem surgir da mesma base teórica? A resposta é a interpretação da Bíblia que cada religião faz. Enquanto os cristãos evangélicos acreditam que o texto da Bíblia traz a existência da ressurreição, que anula necessariamente a reencarnação, os espíritas kardecistas afirmam que a própria reencarnação do espírito também está prevista em trechos da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a principal divergência entre ambas doutrinas, a questão da reencarnação e da ressurreição, como explica o jornalista e professor de Ciências Religiosas da PUC-Campinas Lindolfo Alexandre de Sousa. “Os cristãos evangélicos, assim como os católicos, acreditam na doutrina da ressurreição. O corpo será ressuscitado e a alma também, e, portanto, a pessoa passa a ter a eternidade junto de Deus. Então surge a idéia de que os espíritos bons permanecem ao lado de Deus e os espíritos maus, que optaram por livre-arbítrio a uma existência pecaminosa, vivem a eternidade longe de Deus”, esclarece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o cientista religioso, a doutrina da ressurreição nega necessariamente a existência da reencarnação defendida pelos espíritas. “Os espíritas acham que é preciso outras vidas para que se possa cumprir o ciclo do evolucionismo espiritual. A cada vida o espírito tem o dever de evoluir seguindo os mandamentos de Deus”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sousa ainda enfatiza que o choque ideológico é tão grande que uma doutrina se opõe naturalmente a outra. “Ou a pessoa acredita na reencarnação ou acredita na ressurreição. Não dá pra ser as duas coisas ao mesmo tempo”, conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Histórico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os evangélicos, no Brasil, ganharam predominantemente a acepção de protestantes, numa referência aos cristãos que adotaram a herança da Reforma Protestante. A doutrina evangélica é um dos grupos da vertente cristã, que se dividem em subgrupos de protestantes tradicionais e pentecostais. Em conjunto, a igreja evangélica tem no Brasil a segunda maior representatividade em número de adeptos, perdendo apenas para a tradicional igreja católica, segundo estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Instituto, o Brasil abriga atualmente mais de 30 milhões de evangélicos, dois terços dos quais pentecostais. As maiores denominações protestantes atualmente são a Assembléia de Deus, a Congregação Cristã no Brasil, Igreja Batista, Luterana, Igreja Universal do Reino de Deus e a Presbiteriana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O histórico de inserção da doutrina evangélica no Brasil remonta-se ao interesse de um pequeno grupo de crentes (protestantes, partidários da Reforma de Martinho Lutero em outubro de 1517) da cidade de Toronto (Canadá), que se organizaram em 31 de março de 1895 para um Concílio Missionário de evangelização da América do Sul. Deste grupo, dois rapazes, Linton e Bryce Ranken, organizaram a missão, que foi sediada na Argentina, por um pequeno período, e transferida ao Brasil, em 1904, no estado de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade de São Paulo já havia um trabalho independente, fundado pelo missionário Young que, tendo contraído tuberculose, estava necessitando de um obreiro para substituí-lo. Em 1o de janeiro de 1905 Ranken assume tudo: reorganiza a missão, dinamiza a pequena igreja em São Paulo e prepara uma administração mais eficiente. Em 1911 nasce a União Evangélica Sul Americana (UESA), que consegue fortalecer pequenas missões de origem britânica organizando-as em uma só entidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doutrina espírita é um outro segmento do cristianismo. O espiritismo surgiu na França, através de diálogos estabelecidos entre o pedagogo francês Hippolyte Leon Denizard Rivail e o que ele, e muitos pesquisadores da época concluíram tratarem-se de espíritos de pessoas falecidas, a manifestar-se através de diversos médiuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o espiritismo se firmou como doutrina com a codificação feita por Allan Kardec, que publicou “O livro dos Espíritos”. A doutrina foi divulgada apenas em meados do século XIX e ainda forma um grupo pequeno de adeptos, mas nos últimos anos a religião vem apresentando uma ligeira ascensão. Segundo dados do IBGE, depois dos católicos e evangélicos, os espíritas kardecistas seguem com o maior número de adeptos, que soma 2,3 milhões de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A morte&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os evangélicos crêem que há apenas uma existência material. A doutrina protestante defende que existe um espírito para um corpo e quando este perde a vida, o espírito também morre. Já os espíritas acreditam na existência de um único espírito que passa por diversas vidas, por vários corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a doutrina evangélica, após a morte a pessoa segue diretamente para as mãos de Deus, para aguardar o juízo final, como explica o pastor da Igreja Evangélica Pentecostal Nazareno Antonio José de Castro Leão. “Jesus nos diz que, depois da morte, segue-se o juízo final. A primeira coisa que se deve fazer é reconhecer que somos pecadores. E, com este estado, ele tem que aceitar a Cristo como seu único e suficiente senhor e salvador pessoal, para que em Cristo, seja feito um pagamento de todos os nossos pecados”. Segundo o pastor, não só a visão evangélica, mas também a própria Bíblia mostram apenas dois caminhos. “Um, que está em Jesus Cristo e nos leva para a eternidade com Deus no céu e, outro, que é por escolha própria, que é o inferno. São essas duas opções apenas, não existe nenhum lugar intermediário a isto”, defende. Após o julgamento final, só há a ressurreição em Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a doutrina espírita defende a todo custo a reencarnação do espírito. Após a morte do corpo material, o espírito desencarnado vai para o plano espiritual e lá é recebido por um grupo de espíritos acolhedores, como explica o médium e professor do Centro Espírita Allan Kardec, Antonio Alberto Pereira. O médium afirma que após desencarnar, as pessoas precisam de orientação para aceitar a morte e existem espíritos especializados em dar esse tipo de orientação. O espírito desencarnado passa um tempo no plano espiritual até adaptar-se à idéia de morrer e separar-se de seus familiares. Após se recuperar o espírito reencarna novamente para que possa evoluir sempre, até que chegue o mais próximo da perfeição. “O espírito reencarna para evoluir, mas não sabemos ao certo se pode atingir a perfeição, por que, afinal de contas, ninguém sabe o que é ser perfeito”, diz o médium. Para Pereira o modelo da perfeição é o próprio Deus e o espírito se aproxima do máximo grau de evolução quando estabelece a maior semelhança possível com Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mais conflitos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto conflitante entre as duas doutrinas é a percepção sobre os contatos mediúnicos. Para os cristãos evangélicos, o espírito desencarnado não tem autonomia para manter contato com pessoas do plano material. O pastor Antonio José de Castro Leão afirma que, segundo a Bíblia, existem apenas anjos e demônios. Ele enfatiza que os anjos podem ajudar as pessoas a pedido de Deus, mas não estabelecem contato direto com elas. Somente os demônios, na interpretação de Leão, podem vir a possuir o corpo material de um médium. “Jesus nos ensinou que existem anjos decaídos, demônios e espíritos maus, que não são de pessoas, mas sim lideranças que desobedeceram a Deus e que estão, ainda infelizmente, agindo sobre o mundo exatamente pela ignorância humana. Possessão ou qualquer tipo de manifestação dessa natureza, na realidade, é uma influência maligna”, afirma o pastor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já de acordo com os espíritas, pessoas comuns, após a morte podem, através de médiuns, manter contato com o plano material. O médium Antonio Alberto Pereira explica que podem ser diversos os motivos para que um espírito desencarnado tente a comunicação. “Existem espíritos desencarnados que não aceitam a morte, existem outros que não suportam o sofrimento da família e tentam buscar contato para de alguma forma conformá-la e existem muitos outros que buscam manter contato por motivos diferentes”. O médium ainda ressalta que é importante que o espírito desencarnado já esteja apto para ser contatado, o que nem sempre acontece. “Às vezes a família entra em desespero com a perda de um ente e tenta estabelecer contato com ele. Se o espírito desencarnado não está preparado, a situação emocional se torna prejudicial para ambos”, diz o médium.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;A vida&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A salvação está na palavra de Cristo”. Enfim, encontramos algo em comum entre a visão evangélica e a espírita. Ambas defendem a idéia de que os ensinamentos de Deus devem fundamentar toda a existência humana. Talvez a soberania de Cristo seja o ponto de concordância entre ambas doutrinas. Para os evangélicos, a pessoa deve aceitar a Deus para que conquiste a salvação. Para os espíritas, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal mandamento de vida dos espíritas é “amar ao próximo como ama-te a ti mesmo” e os termos “caridade” e “solidariedade” devem estar presentes obrigatoriamente nas ações do dia-a-dia. Somente dessa forma o espírita consegue purificar-se e viver com base nos ensinamentos da doutrina. Ângela Sousa, espírita praticante, explica que os espíritas buscam a purificação do espírito nas ações cotidianas. “O evangelho nos ensina a praticar o bem ao próximo em qualquer ocasião. Às vezes conhecemos a palavra de Deus, mas no dia-a-dia nos esquecemos de praticá-la e a doutrina espírita nos orienta para que pratiquemos o bem a todo o momento, porque só assim, seremos puros de espírito e poderemos evoluir”, explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os evangélicos, por outro lado, buscam, como principal fundamento de vida, aprofundar seus conhecimentos sobre o evangelho e a disseminar a doutrina. Segundo os adeptos dessa religião, a evangelização é o único caminho da salvação e propagar os ensinamentos de Cristo é, portanto, ajudar ao próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o evangélico Fabio José Moretti Júnior, a aceitação dos ensinamentos da Bíblia é ponto de partida para uma vida cheia de graças. “Devemos compreender que Deus é amor. Se aceitarmos a palavra de Jesus e crermos nos ensinamentos dele, tais como são colocados na Bíblia Sagrada, teremos uma vida de glórias. Tudo que pedirmos com fé à Ele, teremos com toda certeza”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo da vida, para ambas doutrinas é cumprir determinada missão designada por Deus. Esse objetivo seria um outro ponto em comum entre as duas doutrinas se não fosse um porém. Para cumprir essa missão, os evangélicos acreditam que há apenas uma única chance, já os espíritas defendem que as pessoas têm a oportunidade de passar por várias vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um Livro e duas interpretações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia Sagrada é a base da doutrina evangélica e da espírita. Ambas são cristãs, mas suas visões sobre vida e morte são tão distintas, que nem parece que o Livro é o mesmo. A obra, que reúne o Antigo e o Novo Testamento, traz supostamente a palavra de Jesus e informações a respeito da criação do homem, de todas as partes que formam o universo, citações sobre a passagem de Jesus na terra, enfim, de um modo geral, é um texto sobre as origens do homem e seu destino, após a vida terrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto da Bíblia é metafórico, portanto, permite diversas interpretações. Por isso os evangélicos enxergam a ressurreição nas palavras de Jesus e os espíritas vêm a existência da reencarnação no que Jesus supostamente disse. A mesma frase, atribuída a Jesus na Bíblia, tem diferentes significados para as duas religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos trechos do Livro traz um diálogo entre Jesus e Nicodemos (que segundo o livro “O julgamento de Pôncio Pilatos”, de Edmundo Lellis Filho, era um membro do sinédrio, Tribunal dos Judeus, o qual era amigo de José de Arimatéia e simpatizante de Cristo). Nicodemos questiona Jesus sobre a vida e Jesus responde que Nicodemos teria que ir e voltar várias vezes para compreendê-la. Segundo a doutrina espírita, esse trecho da Bíblia presume a existência da reencarnação, já os evangélicos interpretam o trecho apenas como uma forma de Jesus expressar a complexidade da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro trecho da Escritura, Lázaro morre, se encontra com Deus e pede para que possa voltar à vida para dizer aos seus irmãos que o comportamento deles pode levá-los ao abismo. Jesus nega o pedido de Lázaro, dizendo que as pessoas têm todas as chances de se redimir de seus pecados durante a vida. Segundo a doutrina evangélica a vida é a única oportunidade de busca da salvação e a interpretação cristã evangélica desse trecho pressupõe que Jesus deixou claro que a vida é uma só. Já os espíritas negam essa única vida e acreditam que Jesus não anulou a existência da reencarnação nesse trecho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tantas possibilidades de interpretação da Bíblia, os espíritas adotaram o Evangelho segundo o Espiritismo como livro de cabeceira, que é uma redação facilitada aos adeptos do espiritismo. A Obra é a interpretação espírita do evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os evangélicos mantêm a própria Bíblia como base doutrinária e, embora reescrita diversas vezes, o Livro traz o que mais se aproxima das palavras de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-115110189681977749?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/115110189681977749/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=115110189681977749' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115110189681977749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115110189681977749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/ressurreio-ou-reencarnao.html' title='Ressurreição ou reencarnação?'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-115106532655497429</id><published>2006-06-23T05:20:00.000-07:00</published><updated>2006-06-23T05:32:16.030-07:00</updated><title type='text'>Show de superação</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Por Luana Dalmolin (&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:luana_dalmolin@yahoo.com.br"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;luana_dalmolin@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;) e Paulo Henrique Nogueira (&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:ph_romariz@yahoo.com.br"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;ph_romariz@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conheça a história de quatro mulheres que enfrentam a dura tarefa de ser mãe e pai&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É meio-dia. Daniel chega faminto da Universidade, mas antes de almoçar, Rizoneide, sua empregada, avisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Daniel, não coma agora, sua mãe mandou esperar todo mundo chegar. Ela quer almoçar com toda a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariado, o jovem estudante de direito vai para o quarto. Algum tempo depois, sua mãe, Renata Andrade, e sua irmã, Fernanda, chegam para o almoço. Família completa. Completa? A família de Daniel é diferente, seu pai faleceu quando o jovem tinha 11 anos e, desde então, sua mãe assumiu as responsabilidades da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Daniel e Fernanda, Ana Clara, Tainá e os gêmeos Laura e Santiago vivem apenas com suas mães. Nas quatro histórias, por opção ou não, quatro mulheres encaram o desafio de educar seus filhos sozinhas. Elas mostram como conciliam rotina de trabalho e o tempo dedicado à família, como enfrentam os obstáculos diários e ensinam como é possível suprir a falta do pai. Vidas diferentes e um único objetivo: superação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divas que por diferentes motivos encarnam papéis duplos, ser pai e mãe ao mesmo tempo. Neste monólogo familiar, mostram à platéia, sem máscaras, as duras glórias que encenam na vida real. Fiquem agora com o espetáculo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sylmara, a mãe adotiva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha gravidez durou dois anos e meio", brinca a psicóloga judicial Sylmara Verri Maciel, 39.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é mãe adotiva de Ana Clara, de quatro anos. A menina chegou aos braços de Sylmara com apenas 18 dias de vida, mas foram dois longos anos e meio de espera para que o sonho se concretizasse. A psicóloga entrou com um pedido de adoção em 2000, mas apenas em outubro de 2002 foi chamada para conhecer a menina. Na época, a mãe biológica havia entregado Ana Clara para adoção, mas o pai não havia sido localizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de correr o risco do pai contestar a adoção durante o processo, Sylmara não teve dúvidas ao conhecer a pequena, que ganhou uma outra identidade e uma nova vida – era a partir daquele momento Ana Clara Verri Maciel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, quando Ana Clara tinha um ano, o pai biológico foi localizado e decidiu brigar pela guarda da filha. Depois de um ano e meio, o juiz deu ganho de causa na 1ª sentença em favor de Sylmara. Em outubro de 2005, não conformado com a decisão, o pai de Ana Clara recorreu ao Supremo Tribunal. A guarda provisória está nas mãos de Sylmara, mas o processo ainda está em andamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sylmara não vê reais possibilidades de perder a guarda da filha, mas conta com a hipótese remota que a atormenta. A maternidade foi uma escolha consciente e Ana Clara foi intensamente desejada por ela. Aos 17, 18 anos Sylmara sofreu uma grave hemorragia uterina que poderia trazer algumas complicações caso desejasse engravidar. A adoção entrou como uma alternativa na vida de Sylmara desde então. Aos 33 anos, quando adotou Ana Clara, Sylmara havia experimentado alguns relacionamentos frustrados e a vontade de ser mãe era algo consolidado. Outro fator relevante para que tomasse a decisão foi a situação econômica estável. Em 2000, além de atuar como psicóloga judiciária em Americana, ela passou a dar aulas em uma Universidade da região, a Unisal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A psicóloga Sylmara com a filha Clara: "Não tento substituir a falta do pai"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A chegada da filha, apesar de mudar radicalmente a rotina de Sylmara, não a assustou em momento algum. Sylmara mora sozinha com Ana Clara em um apartamento, em Americana. Para ajudá-la nas tarefas diárias, ela conta com uma babá e, às vezes, com a irmã Adriana. Ana Clara estuda à tarde e fica na companhia da babá a partir das 09h00, quando a mãe vai para o trabalho. Antes de sair, Sylmara prepara o almoço da menina e o lanche para a escola. Mãe e filha se encontram novamente por volta das 17h00. Algumas vezes, a babá fica um pouco mais com Ana Clara para que Sylmara possa tomar um banho e preparar o jantar. Após o jantar, as duas vão para o quarto de Sylmara, onde assistem um filme e, em seguida, ela conta histórias para que Ana durma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta rotina é diferente às segundas e quartas, quando Sylmara leciona à noite na Unisal. Nas segundas, Ana fica com a babá até a mãe retornar e dorme por volta da meia noite. Nas quartas, a irmã de Sylmara, Adriana, vem de Campinas, onde mora, para dormir com a pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família de Sylmara vive na cidade de Pompéia, próxima à Marília. Aqui ela conta apenas com o apoio de Adriana, que é madrinha de Ana Clara. As duas têm uma ligação muito forte e estão construindo casas geminadas em um condomínio fechado, em Sumaré. "Adriana é a segunda mãe da Ana Clara", define Sylmara. Aos fins de semana, elas costumam sair juntas para passear em Campinas, onde vão a restaurantes, parques e shoppings.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sylmara e Adriana costumam visitar o pai, em Pompéia, com freqüência. Ana Clara tem pelo avô, viúvo desde 2000, um carinho paternal, assim como pelo tio Edinho, namorado de Adriana. A menina sabe que não é filha legítima de Sylmara e nunca questionou a falta de uma figura masculina em casa. "Não quero criar falsas expectativas. Ana Clara sabe a verdade. Não tento substituir a falta de um pai, mas me acho capaz de ajudá-la a elaborar a própria história e ser feliz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sylmara está na fila de adoção novamente, mas quer esperar Ana Clara completar cinco anos para acolher outra criança. Desta vez, quer um menino e a família torce para que mais este sonho se torne realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kátia, mãe aos dezessete&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 17 anos, Kátia Aparecida Amorim vivia numa casa simples com mais nove irmãos no interior de Minas Gerais. Namorava um jovem rapaz da cidade há pouco mais de um ano, saía com as amigas de colégio, ajudava a mãe e as irmãs nas tarefas de casa. Era uma jovem feliz e ficou mais contente ainda quando descobriu que esperava um filho. Naquele dia, foi correndo contar ao namorado que estava grávida. Procurou o rapaz em sua casa, no trabalho e nada de encontrá-lo. Ao voltar para casa, o encontrou na rua. Kátia explodia de alegria e queria dividir aquela sensação com o garoto. Nada ocorreu como esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O namorado de Kátia disse que não poderia assumir a criança, pois não estava preparado para ser pai, nem casar com a jovem. Kátia entrou em depressão com a notícia e o que era felicidade se tornou um grande problema. Não podia acreditar que o namorado tinha abandonado ela e o filho. Os pais da jovem estavam decepcionados e pouco poderiam fazer para ajudá-la, o dinheiro já não era suficiente para sustentar nove filhos. Kátia largou os estudos e começou a trabalhar como doméstica. "Para mim foi muito difícil enfrentar tudo aquilo sozinha. Não sabia como era ser mãe e ainda tinha que trabalhar o dia inteiro, mesmo grávida. Pensei várias vezes em abortar", lembra Kátia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nove meses depois, nascia Tainá. Kátia, desesperadamente, começou a pensar em juntar dinheiro o mais rápido possível para sustentar a criança. Com isso, ficou doente e não pôde trabalhar por algum tempo. Sua família mudou para Campinas e Kátia e sua filha foram junto. Na cidade do interior de São Paulo, Kátia arrumou um emprego de doméstica e com o passar do tempo alugou uma casa para ela e a filha. Tainá cresceu e hoje tem 8 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kátia trabalha de segunda à sábado das oito da manhã até as quatro da tarde. Nesse tempo, uma cunhada cuida de Tainá e à noite mãe e filha ficam juntas. "Tive que escolher entre cuidar dela o dia todo, ou dar o que comer a ela. Às vezes fico um pouco triste pelo fato de não ficar muito com minha filha, mas tento não pensar muito", conta Kátia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a rotina de trabalho, a emprega doméstica afirma que consegue sustentar a filha e manter a casa, mas enfrenta problemas ao ajudá-la na escola. Como não terminou o colégio, muita coisa que a filha pergunta ela não sabe responder e muitas vezes nem tenta, pois está cansada do trabalho."Tenho dificuldades em ajudar Tainá na escola. Quero ver minha filha formada, com um futuro diferente do meu. Vou ser a melhor amiga dela. Todas as dúvidas que ela tiver da vida, eu ajudo, mas da escola, fica difícil".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, vendo Tainá crescer, Kátia se orgulha da educação dada à filha e diz não se arrepender de tê-la criado sozinha."Graças a Deus não abortei minha filha. Tenho muito orgulho dela e sei que ela percebe o esforço que faço. Além disso, ela é tudo que tenho na vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns dias, Tainá perguntou à mãe sobre o paradeiro do pai. Kátia, que nunca havia comentado o assunto com a filha, resolveu contar toda a história. Explicou que não tinha uma boa relação com o pai dela e que ele preferiu largar as duas. “Depois que contei a história, ela veio me perguntar o porquê de morar comigo e não com ele. Aí, perguntei se ela preferia morar com o pai e ela me respondeu que não, preferia morar com os dois".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciana, mãe por inseminação artificial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 35 anos, a jornalista Luciana Antonello Xavier é mãe dos gêmeos Laura e Santiago Xavier, de 1 ano e meio. O pai das crianças, Tony, mudou-se para Portugal antes mesmo do nascimento dos filhos. Tony, assim como Luciana, é jornalista e recebeu uma oferta excelente de emprego. Uma história parecida com a de muitas outras famílias, que se vêem temporariamente separadas por motivos de trabalho, não fosse um detalhe: Luciana e Tony nunca foram mais do que bons amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles foram apresentados por amigos em comum e, aos poucos, descobriram afinidades que iam muito além do jornalismo, entre elas a paixão por crianças. Durante uma viagem à praia, veio a proposta. "Eu estava mostrando fotos dos meus sobrinhos para o Tony, toda orgulhosa, quando ele me perguntou o que eu achava da idéia de termos um filho juntos", relembra. Na época, Luciana tinha 33 anos e Tony mais de 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tony propôs adoção à Luciana, mas a possibilidade foi logo descartada e juntos optaram pela inseminação artificial. Foram duas tentativas, até que Luciana engravidou. A notícia de que Tony iria para Portugal veio logo após a primeira tentativa frustrada. Ainda assim, Luciana não desistiu da idéia de ter um filho com ele, mesmo ciente das dificuldades que teria pela frente. "Ter filhos era um sonho. Acho que por isso não me abalei com a notícia. Uma vez decidido, não poderia ter voltado atrás". Em 28 de novembro de 2004, com 36 semanas, nasceram os gêmeos Laura e Santiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai e os três irmãos de Luciana apoiou a decisão desde o princípio, sem ressalvas. Luciana imagina que sua mãe, já falecida, também teria vibrado com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da família estar concentrada em Campinas, sua cidade natal, Luciana optou por permanecer sozinha em São Paulo e a continuar trabalhando na Agência Estado, onde atua na editoria de economia, desde 2000. Apesar do mal-estar durante a gravidez por conta dos enjôos, ela continuou sua rotina. Somente aos três meses de gravidez, quando teve um grave sangramento, seu pai pediu para que duas cunhadas fossem buscá-la e a trouxessem para repousar em Campinas. Solicitou a ajuda dos amigos em São Paulo, apenas ao final da gravidez, quando a barriga já não lhe permitia mais dirigir até o hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independência é uma característica marcante de sua personalidade. Ela já morou em Nova Iorque, Miami, Londres e Sidney. Em junho de 1999, depois de ter sido despedida do jornal Correio Popular, em Campinas, ela fez as malas e partiu para Nova Iorque, onde trabalhou como vendedora de sorvetes da Haagen Daz, babá e garçonete, no período de seis meses. Com o dinheiro economizado, Luciana iniciou uma viagem de volta ao mundo, visitando 13 países. Retornou em agosto de 2000 e, logo em seguida, sua mãe faleceu de câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gosto por viajar não foi deixado de lado por Luciana depois do nascimento de Laura e Santiago. Aos quatro meses, os gêmeos foram pela primeira vez para a Europa com Luciana para que o pai os revisse. Em dezembro de 2005, foram novamente a Portugal para as festas de Natal e Ano Novo. Luciana também viaja muito de carro quando os leva para visitar a família em Campinas. “Os programas mudaram com a vinda da Laura e do Santiago, mas não me lamento por isso. Vivi intensamente cada momento da minha vida e este, em particular, foi muito desejado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande mudança, no entanto, ocorreu no dia- a- dia da jornalista. Para chegar às 10h00 no trabalho, Luciana acorda os bebês às 07h00 e, enquanto eles dançam ao som de Saltimbancos, ela esquenta as mamadeiras. Então, ela os leva para o banho. Às vezes, Luciana conta com a ajuda da empregada, Zenita Amorim da Silva., para finalizar esta tarefa. Depois disso, ela os leva para o berçário, onde ficam até às 18h00, quando sai do trabalho. Ao chegar em casa, o jantar é preparado e por volta das 20h00, Luciana os leva para dormir, quando a maratona diária chega ao fim. Os momentos de leitura, relaxamento e do vinho com os amigos acontecem depois das 20h30. Quando sai com os amigos, volta para casa um pouco depois da meia- noite. Nestas ocasiões, Luciana contrata uma babá para ficar com as crianças."Estou bem adaptada com a rotina. Consegui montar um esquema e com a ajuda da Zena na limpeza da casa, tudo se encaixa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ela, a maternidade não muda apenas a rotina, mas provoca transformações de comportamento, de perspectivas. Tornou-se muito mais serena e segura. É com esta serenidade que pretende contar a história toda para Laura e Santiago no momento apropriado. "Quero ser a mais honesta possível com eles. Eles são criados com muito amor e devoção, por isso não acredito que serão revoltados com a própria história".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciana e Tony se consideram uma família, embora incomum. Ele pretende voltar para o Brasil o quanto antes e, enquanto isso, visita os filhos de dois em dois meses. Para que os bêbes não se esqueçam de Tony, Luciana mostra fotos e liga regularmente para que ouçam a voz do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação dos dois não se baseia apenas na ajuda financeira, mas no respeito e admiração que sentem um pelo outro. "Tony está sempre pronto para me agradar, seja cozinhando meu prato favorito, seja me presenteando. Somos bons amigos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As transformações se estenderam para a vida profissional com a maternidade. Luciana se considera muito mais cautelosa. Ela destaca o aspecto financeiro, mas também a vantagem de ter um emprego com horário fixo e trabalhar somente um sábado, em seis finais de semana. "Na minha área, ter um trabalho que me permite manter a rotina é muito difícil. Por isso, entre o emprego dos sonhos e a estabilidade, prefiro a segunda opção e tempo para meus filhos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renata, a mãe viúva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era mais uma manhã de 1996. Como de costume, Renata Andrade tinha acordado cedo para ir trabalhar em sua clínica odontológica. Tudo corria perfeitamente bem, filhos na escola, marido no trabalho, pacientes atrasados, até a hora em que recebeu um estranho telefonema de uma amiga. A amiga em questão trazia a notícia de que o marido de Renata tinha sofrido um grave acidente no trabalho e falecido instantaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco se passava pela cabeça de Renata. Além do choque, pensava em como contar aos filhos que o pai tinha morrido. E foi o que fez quando chegou em casa. O primeiro a ficar sabendo foi Daniel , 11 anos na época. A filha mais nova, Fernanda Andrade, de 9 anos, só soube do acidente quando voltou do campeonato de basquete com uma brilhante medalha de ouro, ansiosa para orgulhar o pai com o mérito. A família estava desconsolada e os amigos que estavam presentes não eram suficientes para conter a dor da perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renata tinha que segurar um pouco a dor. Afinal, tinha filhos que dependiam dela e uma nova vida a organizar. "Em nenhum momento, graças a Deus, tive revolta pelo que aconteceu e percebi que o meu estado emocional estava muito ligado com o dos meus filhos. Se eu chorava, eles choravam, se eu estava feliz, eles também ficavam e isso te dá uma responsabilidade enorme em relação à saúde deles", lembra a dentista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido ao trabalho do marido, a família de Renata mudou constantemente de cidade. De Franca, interior de São Paulo, foi para em Maceió, capital de Alagoas. Quando o acidente aconteceu, Renata estava em Maceió há 10 anos e, sem família por perto, contou com a ajuda dos amigos que fez na cidade. Não sabia se voltava para Franca, se largava a clientela que havia conquistado em Maceió, o que seria melhor para os filhos. Decidiu então continuar a vida na capital alagoana. "Senti que seria mais forte se conseguisse dar continuidade em tudo que tínhamos plantado juntos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida prosseguiu e Renata percebeu que com o trabalho na clínica odontológica e com o que tinha guardado junto com o marido conseguiria sustentar os filhos de maneira adequada. Agora teria que se concentrar na educação deles e em suprir a figura paterna. Teve que tomar decisões difíceis na adolescência dos filhos, tanto Daniel como Fernanda fizeram intercâmbio no exterior. Enfrentou alguns problemas, abriu mão de cursos, especializações, mestrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meus filhos são ótimos e tento dar a eles tudo o que posso porque eles são estudiosos, têm boa índole, inúmeras qualidades, mas com isso, me sobrecarrego um pouco e poupo-os de dividirem comigo as responsabilidades da casa, os afazeres domésticos, já que temos funcionárias. Talvez eu venha me arrepender disso futuramente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Renata continua com a clínica odontológica em Maceió, namora há sete anos o dentista Luigi Cheschin. Seus filhos estão na universidade, Daniel cursa o quarto ano de direito e Fernanda o primeiro de administração em Curitiba (outra decisão difícil para a mãe). Orgulha-se dos filhos e da educação que pode lhes oferecer. "Meus filhos passaram a reconhecer meu esforço, valorizando o que eu podia dar para eles. E apesar de gostarem de alguns supérfluos, nunca se queixaram ou fizeram comparação com pessoas que podiam ter mais que eles".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mães sozinhas lidam com cobranças internas e da sociedade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mães que educam seus filhos sozinhas ainda sofrem pressão da sociedade por quebrar o padrão familiar clássico, diz a antropóloga Kátia Muniz. Para ela, os erros e deslizes destas mães são mais criticados e apontados pelas pessoas. Além das pressões externas, estas mulheres sofrem com as próprias cobranças e tendem a assumir a culpa pelos erros e traumas dos filhos, na opinião da antropóloga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a psicóloga Inês Baldocchi, as cobranças internas são conseqüência do acúmulo de funções destas mulheres. Ao mesmo tempo em que representam a figura protetora e sensível, se vêem obrigadas a impor leis e regras, funções atribuídas à figura paterna."Estas mulheres não compartilham do conforto de dividirem as decisões. São elas as responsáveis por carregar no colo e, ao mesmo tempo, reprimir quando necessário".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião das especialistas, a naturalidade como estas mães vão lidar com suas histórias vai ser determinante na aceitação dos filhos e da sociedade. Para a antropóloga, as mães devem preparar os filhos, cuidadosamente, para qualquer tipo de discriminação que venham a sofrer, seja na escola ou entre amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicóloga ressalta que a ausência da figura paterna não é motivo para que estas mulheres tratem os filhos como coitados. "As crianças em especial introjetam com facilidade a imagem que os pais fazem delas. Se tratá-las como coitadinhas elas vão corresponder a isto". Naturalidade e honestidade são fundamentais para evitar possíveis traumas, na opinião de Inês. No entanto, ela alerta para o perigo do excesso de informações e chama a atenção para o cuidado que se deve ter ao contar a verdade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-115106532655497429?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/115106532655497429/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=115106532655497429' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115106532655497429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115106532655497429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/show-de-superao.html' title='Show de superação'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-115097733757389922</id><published>2006-06-22T04:47:00.000-07:00</published><updated>2006-06-22T15:00:59.966-07:00</updated><title type='text'>Lipoaspiração: necessidade ou exagero?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por Marina Akstein e Rogério Stuan&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desejo de satisfação. Esse é o motivo que levou a estudante de direito Edina Almeida, 21 anos, a se submeter à lipoaspiração. “Eu queria uma cintura mais fina e por mais que eu fizesse exercícios e tivesse uma boa alimentação, apenas com a lipo isso pôde tornar-se uma realidade”, afirma Edina, que garante não ter problemas em fazer mais de uma lipoaspiração, caso o resultado não viesse na primeira. “Se não ficar do jeito que eu quero, faço a segunda, a terceira, a quarta, quantas forem necessárias até eu alcançar o resultado que eu espero”, conclui. O caso de Edina é mais um que fez da lipoaspiração a intervenção cirúrgica mais procurada no Brasil, como mostrou uma pesquisa do Instituto Gallup realizada para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. A lipo representa 34% das 621.342 cirurgias plásticas feitas no Brasil em 2004, ficando à frente do implante de silicone nos seios, cirurgias na face e no abdômen.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A lipo não é um tratamento para obesidade, mas sim uma intervenção cirúrgica onde a gordura localizada é aspirada por meio de cânulas conectadas a seringas ou ligadas a um aparelho de sucção. De acordo com o cirurgião plástico Antônio Celso Barbosa, não existe uma idade específica para fazer a lipoaspiração. "Todas as pessoas que têm excesso de gordura localizada podem fazer a lipo, desde que estejam em boas condições clínicas e possam ser submetidas à anestesia", explica o cirurgião.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/200/canulas%2002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Cânulas usadas na lipoaspiração&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de garantir que qualquer pessoa com excesso de gordura possa fazer a cirurgia, o médico diz que o melhor resultado da lipoaspiração é quando a pessoa já emagreceu e tem apenas gordura localizada, pois é recomendado que se aspire no máximo 5% de todo o peso corporal do paciente. "Muita gente procura o médico sem ter um corpo bom e quer ficar magra. A lipo é apenas para esculpir o corpo, retirar a gordura localizada que não sai com exercício", afirma. Segundo ele, existem alguns critérios que devem ser observados para que uma pessoa possa ser submetida à lipoaspiração, sem correr riscos: o paciente não deve estar anêmico, deve ter um bom fator de coagulação sangüínea, não ser diabético ou estar com a mesma controlada e não possuir nenhum tipo de problema cardíaco que venha comprometer a cirurgia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O cirurgião explica que, quando se faz lipoaspiração, a retirada da gordura do tecido subcutâneo inicialmente desencadeia uma zona de excesso de pele. Com o tempo, este excesso vai sofrendo uma retração progressiva. "Demora de seis meses a um ano para ficar bom, pois a pele desidrata e só depois somem as dobras características do excesso", concorda a esteticista Ana Lúcia da Silva Santos, que já fez lipoaspiração e se arrepende de ter feito a cirurgia. "Fiz a lipo há quatro anos devido a uma gordura resistente. A recuperação foi lenta e um pouco dolorosa. Não faria novamente", garante ela, que considera uma boa dieta e exercícios físicos bem mais importantes do que a intervenção cirúrgica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a esteticista, a cirurgia é procurada por pessoas que não têm tempo disponível e querem um resultado imediato, como é o caso de pessoas famosas. Mas, segundo Ana Lúcia, não tem como comparar os dois métodos: "o tratamento é rápido, mas não imediato, serve para pessoas que querem um resultado a longo prazo", explica ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dalila Favareto, que também é esteticista e já passou por uma lipoaspiração, discorda de Ana Lúcia. Dalila, que sempre foi magra, desde a adolescência, fez a cirurgia apenas para retirar uma gordura localizada que a incomodava e não saía com exercícios físicos. "Fiz a lipo apenas para esculpir o meu corpo e foi a melhor decisão que tomei na vida. A cirurgia influenciou na minha auto-estima, pois antes dela eu não tinha coragem de mostrar a barriga", diz ela, que decidiu fazer a lipo escondida da família, e em uma semana voltou a trabalhar normalmente. "Se não fosse desse jeito, de uma hora para a outra, não teria coragem de fazer", ressalta. Além da lipo no abdômen, a mais comum, Dalila fez também culote, interno das coxas, flancos e costas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="93" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/200/dalila.jpg" width="230" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Dalila: "Fiz a lipo para esculpir o corpo, antes não mostrava a barriga".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já a esteticista Elisângela Ribas nunca praticou muito esporte. "Nunca fui adepta a atividades físicas, nem fiz academia. Recorri à lipo por pura preguiça, para retirar algumas gorduras que me incomodavam". Elisângela já fez quatro lipoaspirações, uma um ano após a outra. "A lipo não tira toda a gordura, muitas vezes sobra alguma coisa. Após a lipo, é recomendado fazer exercícios físicos e tratamentos estéticos. Como eu não fiz nada disso, acabei fazendo mais de uma cirurgia", explica. Ela não se arrepende de ter feito, mas diz que hoje em dia prefere recorrer à academia, para não estar sujeita a nenhum problema decorrente da cirurgia. E com a atividade física ela acredita obter o mesmo resultado, mesmo que isso leve mais tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O medo de cirurgia e o preço são dois fatores que muitas vezes interferem no desejo de ter um corpo perfeito. Esse é o caso da professora de Educação Física Gabriela Munarolo. “Sempre tive vontade de fazer lipoaspiração, para a retirada de uma gordura resistente, mas não tenho condições de pagar”. Gabriela diz que mesmo praticando exercícios diariamente, devido à sua profissão, existe uma gordura que a incomoda, mas além do preço, ela teme passar pela cirurgia, principalmente pela anestesia. “Os médicos dizem que é seguro, acredito que seja, mas tenho medo de tomar anestesia e acontecer algum erro”, diz. “Quem sabe um dia eu tenha condições de pagar e coragem para fazer, aí sim vou poder realizar essa minha vontade”, afirma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pré e pós-operatório&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes de se fazer a lipoaspiração, os médicos recomendam tratamento estético pré-operatório, com sessões de drenagem linfática manual para diminuir a espessura do tecido. A drenagem, segundo a esteticista Dalila Favareto, aumenta a elasticidade do tecido, facilitando sua retirada durante a cirurgia. Outro tratamento indicado por Dalila é a hidratação corporal, com massagens utilizando princípios ativos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também podem ser utilizados aparelhos de pressoterapia para auxiliar no retorno venoso, promovendo a drenagem dos líquidos. "Esse procedimento tem a vantagem de manter o paciente isento da exposição a correntes elétricas, que poderiam causar pequenas lesões no corpo do paciente", explica ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O pós-operatório é fundamental em qualquer lipoaspiração, garante a esteticista Ana Lucia Santos. "Mas só com autorização do médico", ressalta. "A drenagem linfática manual é a mais indicada, ajudando na diminuição do edema, do hematoma e na desintoxicação do tecido. Deve ser lenta e suave, com movimentos rítmicos, pois a pele está toda inchada, sensível". A esteticista diz que a ação conjunta entre cirurgião plástico e esteticista é muito importante para a obtenção de um resultado positivo do pós-operatório, possibilitando um processo de recuperação tranqüilo e seguro para o paciente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ana Lúcia explica que a partir do décimo quinto dia pós-cirurgia, quando a cicatrização começa a ocorrer de modo satisfatório, é a hora de aplicar o ultra-som, que produz um efeito térmico analgésico e antiinflamatório, prevenindo as fibroses e melhorando o metabolismo. "As fibroses são nódulos endurecidos no lugar onde foi feita a lipo. Se demorar a fazer o pós-operatório, a fibrose não sai mais, por isso tem que começar junto a drenagem e o ultra-som", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vibrolipo e lipolight&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Embora a lipoaspiração clássica seja aquela feita com um aparelho de sucção ou de uma seringa conectados a uma cânula, existem variações nas técnicas, como é o caso da vibrolipoaspiração e a lipolight. As principais vantagens da vibrolipoaspiração são maior eficiência, menos hematomas, menor tempo de cirurgia, melhores resultados e recuperação mais rápida. Entretanto, a vibrolipo apresenta um preço mais alto em comparação com a lipoaspiração clássica (entre R$ 1,5 e R$ 3 mil), que vai de R$ 6 a R$ 13 mil . A diferença entre a lipo tradicional e a vibrolipoaspiração é que as cânulas tradicionais foram modificadas – são mais finas – e são ligadas a um aparelho que produz vibrações especiais, facilitando a retirada da gordura. Segundo o cirurgião plástico Antônio Celso Barbosa, o procedimento deve ser realizado em clínica ou hospital, requer anestesia peridural e um dia de internação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E quais as vantagens da vibrolipo sobre a lipoaspiração comum? "Muitas", responde Celso. "O tempo cirúrgico reduziu em 30%, ela evita traumas dos tecidos envolvidos, há menor sangramento e, portanto, menos hematomas, os resultados são mais homogêneos, e a recuperação é mais rápida e menos indolor". Já os cuidados pós-operatórios são os mesmos: uso de cinta elástica modeladora, realização de sessões de drenagem linfática, e repouso recomendado pelo médico (normalmente entre cinco e dez dias). A vibrolipoaspiração é bem indicada para retirada de gordura localizada do abdômen, flancos, costas e culote. Uma ótima indicação, com resultados perfeitos, é a da gordura acumulada nos flancos e quadris pelo uso de calças baixas, a moda entre mulheres, principalmente as mais jovens. "O resultado é perfeito", garante o cirurgião.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O principal objetivo da lipolight, também conhecida como minilipoclasia aspirativa, é eliminar pequenas porções de gordura. Apresenta resultados mais rápidos que a lipo normal, o paciente volta às atividades normais já no dia seguinte, e os resultados são mais duradouros, além do preço mais baixo, por volta de R$ 1,5 mil, do que a lipo tradicional. De acordo com o cirurgião plástico, o processo cirúrgico é muito mais simples do que o da lipoaspiração normal, sem precisar de internação e nem repouso. "O primeiro passo da lipolight é infiltrar a área onde ser retirada a gordura com soro anestésico, depois se aplica o ultra-som na região para que as células de gordura sejam quebradas, o que facilita a aspiração. Na seqüência, a aspiração é feita com a seringa ou microcânula", explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nem tudo é perfeito&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas pensam que a lipoaspiração é uma técnica simples e que todos os problemas serão resolvidos na hora. O cirurgião Antonio Celso Barbosa explica que não é sempre assim que acontece. “A lipoaspiração nem sempre é um procedimento banal. Por mais fina que seja a cânula, ela pode provocar traumatismo e sangramento”. Mesmo em operações mais simples pode ocorrer infarto, infecções, acidente vascular cerebral, embolia e até choque anafilático, sem contar as complicações específicas de cada técnica. “Algumas complicações são mais freqüentes: hematomas nos locais, infecções e deformidades inestéticas. Ao fazer a lipo, no local pode ficar depressão, nódulos, elevação e embolia gordurosa (penetração de nódulo de gordura na corrente sanguínea e entupimento de uma artéria terminal)”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até o procedimento que transcorreu sem problemas pode evoluir mal. Nenhum cirurgião, por exemplo, tem controle sobre o processo de cicatrização de cada paciente. Quanto maior o tempo de cirurgia, maior a probabilidade de complicações, explica. De acordo com o médico, “ninguém que se submeta a uma lipoaspiração está livre de adquirir irregularidades na pele. Também existe o risco de perfuração de órgãos vitais - como o intestino, na lipoaspiração de abdômen”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguns problemas já foram mostrados pela mídia, como foi o caso do vocalista da banda LS Jack, Marcus Menna, que teve uma parada cardiorrespiratória após uma cirurgia de lipoaspiração no abdômen. Outro caso foi o da atriz Cláudia Liz, que sofreu um acidente anestésico e entrou em coma durante a preparação para uma cirurgia estética de lipoaspiração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E para quem não gosta de agulhas...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/200/manthus%2002.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;De acordo com Ana Lúcia, Manthus é uma boa opção para redução de medidas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Corpo definido e pele bonita são dois grandes sonhos de homens e mulheres que se preocupam com imagem e auto-estima. De acordo com a esteticista Ana Lúcia da Silva Santos, para quem tem pressa e pretende manter a forma sem muito sacrifício e sem ter que recorrer às agulhas, são vários os tratamentos específicos para redução de medidas e combate à gordura localizada. Ela cita a corrente russa, o manthus, endermoterapia, crioterapia, além de dois novos ativos: lipocontrol e denocontrol.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Corrente russa: Equipamento de tecnologia avançada, a corrente russa provoca maior contração até os músculos em planos profundos. A corrente russa é ideal para quem já faz musculação e tem tônus muscular, explica a esteticista. “Muita gente treina, mas tem o abdômen flácido, pois a musculação trabalha pouco com as fibras brancas, que são as fibras do levantamento e responsáveis pelo contorno corporal. A dificuldade em recrutá-la na atividade física faz da corrente russa um método eficaz no combate a flacidez”. Segundo a esteticista, pode-se trabalhar vários grupos musculares ao mesmo tempo ou alternadamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Manthus: Ao reunir vários princípios em um único equipamento, o Manthus constitui-se em um processo para combater celulite e gordura localizada, atuando ainda nas situações cirúrgicas, aumentando a velocidade de reabsorção de hematomas e diminuindo a ocorrência de aderências. De acordo com Ana Lúcia, até quatro regiões podem ser trabalhadas em uma sessão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Crioterapia: Tratamento que elimina a gordura localizada. Consiste na aplicação de um gel especial com ativos que fazem o resfriamento do corpo internamente. Ajuda na modelagem corporal e a manter a temperatura do corpo baixa. Segundo a esteticista, os resultados são rápidos, e já podem ser vistos na primeira sessão. Mas um resultado mais efetivo e visível pode ser conquistado a partir da quarta sessão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Endermoterapia: O tratamento é realizado com um aparelho que massageia o corpo, promovendo a melhora da circulação e a eliminação de toxinas. É eficiente no combate à gordura localizada, na diminuição da tensão muscular, garantindo a modelagem do corpo e a redução de medidas. “Com a endermoterapia, a pele fica com uma textura lisinha, sem contar que tonifica a musculatura, remodelando o corpo”, explica a esteticista. “Essa técnica é aplicada principalmente na parte externa e interna das coxas, nas costas, na região interna dos braços e no abdômen, e engloba equipamentos baseados na aspiração (sucção), acrescidos de uma mobilização tecidual efetuados por rolos motorizados”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Termolipo: além da redução de medidas e da modelagem do corpo, propicia a desintoxicação do organismo e o relaxamento. A técnica é indicada para quem não pode ou não gosta de tratamentos estéticos que se utilizam do frio, como crioterapia e bandagens com gel. "A termolipo é usada nos tratamentos para a redução de gordura localizada, devido ao aumento da absorção dos princípios ativos dos produtos utilizados, o que favorece a modelagem corporal", explica Ana Lúcia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Lipocontrol e drenocontrol: dois novos ativos capazes de combater a gordura localizada na região abdominal e a flacidez. O lipocontrol, composto por substâncias vegetais, age desintoxicando as células e promovendo a lipólise, e favorece a mobilização da gordura localizada, agindo ainda sobre a estrutura cutânea, fortalecendo as fibras e combatendo a flacidez. O drenocontrol é um cosmecêutico complementar ao lipocontrol. Promove a mobilização da água presente no tecido cutâneo, proporcionando equilíbrio hídrico adequado. É capaz de liberar até 68% da água retida na hipoderme, semelhante a uma drenagem linfática. É um firmador local e tonificante. A ação conjunta desses ativos promove a eliminação dos subprodutos e da água, estimula a queima de gorduras, reduzindo o edema e as medidas da cintura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-115097733757389922?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/115097733757389922/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=115097733757389922' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115097733757389922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115097733757389922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/lipoaspirao-necessidade-ou-exagero.html' title='Lipoaspiração: necessidade ou exagero?'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-115082370523306940</id><published>2006-06-20T09:52:00.000-07:00</published><updated>2006-06-21T06:03:31.343-07:00</updated><title type='text'>Em busca de um lar</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Raízes cortadas: Refugiados colombianos relatam &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;suas trajetórias em busca de proteção&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Isabella Haddad e Valéria Graziano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Adeus à Colômbia. Deixando para trás todo o passado, Lina Marcela, uma adolescente de 17 anos, fugiu de Cali, sua cidade natal, em plena madrugada, contagiada pelo medo de ser encontrada outra vez. Esse é o começo da trajetória de um entre tantos refugiados em razão da perseguição dos grupos guerrilheiros instalados no país.&lt;br /&gt;Vendedora de suco, com o pouco dinheiro que ganhava, ajudava a sua mãe colocar comida na mesa para os seis irmãos; o pai já não morava com a família, “arranjou outra mulher e nos abandonou”, conta a moça. Aos 15 anos, Lina diz que fora espancada por integrantes da guerrilha ao se recusar fazer parte do grupo, já que não aceitava as imposições que lhe seriam colocadas. Unir-se a eles significaria viver de assaltos; pilhagens a fazendas, minas e a cidades interioranas, afastadas de centros urbanos; e de participar de seqüestros de empresários e seus familiares, de executivos e profissionais de cargos altos em empresas nacionais e multinacionais existentes na Colômbia. Para ela, “os guerrilheiros não são pessoas más. Eles seqüestram ricos para tirar seu dinheiro. Mas eu não queria ter que matar ninguém”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A opção de abandonar o trabalho, a escola e seus familiares foi impulsionada pelo medo causado pelas freqüentes ameaças de morte. Cali abriga um dos mais poderosos cartéis do narcotráfico e por isso a situação da cidade é sempre de tensão entre guerrilheiros e moradores. Lina saiu em busca de abrigo na casa de uma colega e, em seguida, foi morar com um tio numa cidade próxima à fronteira com o Brasil. Porém, pelo temor de ser mais um alvo de tais grupos, ele impediu a permanência da sobrinha em seu lar. A garota partiu então para o Equador, onde vivia outro parente próximo. Lá, trabalhava como doméstica em casas de família.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Devido à sua proximidade, o Equador é o país que mais recebe refugiados colombianos. Por isso, a permanência em seu território também é vista como perigosa. Lina resolveu então, junto a esse tio com o qual morava no Equador, a procura de um lugar seguro para viver. Como já fora casado com uma brasileira e com ela tivera dois filhos, o tio decidiu que o Brasil seria o melhor destino.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, há seis meses no Brasil, a família vive em um apartamento na cidade de Ferraz de Vasconcelos (SP). Seu tio sobrevive do trabalho informal com a venda de quadros. Seus primos, por serem brasileiros, dão continuidade aos estudos na rede pública. Lina, desde que deixou Cali, foi obrigada a abandonar a escola.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quase não tem contato com sua família que ficou na Colômbia. “É muito caro ligar para lá. Ligo só quando tenho dinheiro”, conta. Hoje, vivem sem as ameaças dos rebeldes, já que, como Lina explica, o alvo principal dos grupos são meninas menores de idade. Seu visto como refugiada foi concedido pelo governo federal há apenas um mês e, por esse motivo, ainda não tinha voltado a estudar. Enquanto esperava para receber sua primeira ajuda financeira e algumas roupas, no Centro de Acolhida para Refugiados, mantido pela Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, contou que seu maior desejo, agora que possui todos os documentos legalizados, é recomeçar os estudos e procurar um trabalho. “Porque não tenho dinheiro nem para comprar shampoo”, explica a jovem, com maquiagem no rosto, tranças no cabelo, e uma pulseira com bandeiras do Brasil no braço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;O primeiro passo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“The world a home for all / “La tierra, um hogar para todos” [O mundo, um lar para todos]”. “Colômbia te amo”. Essas são algumas das frases que compõem os murais que ilustram o corredor de acesso ao Centro de Acolhida para Refugiados, localizado no Palacete do Carmo, próximo a Praça da Sé, no centro de São Paulo. Neles, pedaços de papéis desenhados, escritos e pintados à mão. Depoimentos, pensamentos e sentimentos borbulham de retratos subjetivos dos países de onde alguns refugiados vieram. Desabafos em forma de rabiscos, revelações da insatisfação em relação ao autoritarismo dos regimes políticos e das perseguições de grupos armados. O amor pela pátria se contrasta com o medo e a rejeição de seguir as normas impostas ao sistema.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste mesmo corredor, algumas pessoas aguardam atendimento em silêncio. Não é difícil identificar que são todos estrangeiros. Trocam poucas palavras enquanto esperam. Evitam conversas com outras pessoas do ambiente. Foi através desse lugar, onde hoje Lina aguarda o recebimento de sua ajuda financeira, que Edwin encontrou seu ponto de partida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Outra história, mesmo destino&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Quando penso que deixei meu passado para trás, é triste!”. O colombiano Edwin Burbano, de 27 anos, procura ocupar todo seu tempo para evitar lembranças dos familiares, amigos e do seu país de origem. No período da manhã e da tarde, trabalha no programa Incubadora Social de Empreendimentos Populares, mantido pela Cáritas de Campinas. Seu trabalho é reunir a população de baixa renda de determinadas comunidades com o objetivo de organizar e estimular atividades comuns entre o grupo. Além disso, busca patrocínio para viabilizar a realização de tais projetos. À noite, dedica-se aos estudos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde ingressou sem a necessidade de ser aprovado em qualquer processo seletivo – direito garantido a todos refugiados que vivem no país - e cursa a faculdade de Ciências Sociais. Graduado em Marketing e Publicidade na Colômbia, aos sábados faz um curso profissionalizante no Senac, graças ao convênio que a instituição de ensino mantém com a Cáritas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O contato com alguns dos 200 colombianos que estudam na mesma universidade torna o ambiente um pouco mais familiar. A cultura colombiana volta a fazer parte de sua realidade aos finais de semana, quando se reúne com outros refugiados de seu país. O preparo de comidas típicas dá-se em meio às recordações do grupo em relação ao período anterior a vinda para o Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Colômbia, morava sozinho na cidade de San Miguel Agreda de Mocoa, onde era funcionário do departamento comercial de uma multinacional americana. Nessa época, seus pais viviam numa fazenda, administrada por Edwin. Para dar continuidade ao trabalho de cultivo, era obrigado a pagar uma taxa mensal ao grupo guerrilheiro que dominava a área. Posteriormente, por problemas que preferiu não revelar, viu-se obrigado a sair da região. Seus pais foram morar numa área urbana e ele fugiu para o Equador, onde entrou com visto de turista. Após terminar a validade de seu documento, encaminhou um pedido de refúgio ao governo equatoriano, que foi concedido, segundo ele, rapidamente. Mas o mesmo medo que fez com que Lina deixasse o país obrigou Edwin a pedir asilo em outro lugar. Sua idéia inicial era ir aos EUA, mas foi acusado pelo Estado Americano de patrocinar a guerrilha, já que chegou a pagar as taxas que lhe eram exigidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Surgiu a proposta de vir ao Brasil através de um programa de reassentamento desenvolvido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Além do pagamento mensal de um aluguel, Edwin contou com uma ajuda financeira mensal recebida através da Cáritas por um ano. Foi instalado em um apartamento longe do centro da cidade e todos os seus pertences foram roubados. Aí então se mudou para um apartamento mais próximo da cidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Edwin conta que, no início, não gostou do Brasil e queria ir para um país europeu. “Quando cheguei em Campinas, não conseguia me acostumar”, conta. Acostumado a viver entre montanhas geladas – a Cordilheira dos Andes percorre o país de norte a sul -, enfrentar o verão brasileiro foi uma de suas maiores dificuldades iniciais. A Cáritas pediu para que ele permanecesse no país por mais algum tempo para tentar adaptar-se. “E comecei a gostar daqui, a aprender mais o português e a me relacionar com algumas famílias colombianas que moram no Brasil e que integram o mesmo programa”, explica. O trabalho social que desenvolve hoje é outro motivo que o fez decidir ficar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Edwin acredita que a formação cultural do Brasil, construída por imigrantes de diferentes nacionalidades, explica a boa aceitação de estrangeiros no país. “As pessoas daqui estão mais abertas a nos receber. Não é assim em todos lugares. A calma e amizade do brasileiro me ajudaram na adaptação”, conta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-115082370523306940?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/115082370523306940/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=115082370523306940' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115082370523306940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115082370523306940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/em-busca-de-um-lar.html' title='Em busca de um lar'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-115082216874580126</id><published>2006-06-20T09:43:00.000-07:00</published><updated>2006-06-20T10:33:58.276-07:00</updated><title type='text'>De deslocado a refugiado</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Isabella Haddad e Valéria Graziano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Um refugiado é toda pessoa que por causa de fundados temores de perseguição devido à raça, religião, nacionalidade, associação a determinado grupo social ou opinião política, encontra-se fora de seu país de origem e que, por causa dos ditos temores, não pode ou não quer regressar ao mesmo”. Esta definição faz parte do Estatuto do Refugiado e foi criada durante a Convenção de 51 - entrando em vigor em 1954. Apesar de fornecer uma definição geral do termo “refugiado”, foi criada com o objetivo inicial de atender aos cerca de 400.000 deslocados europeus em função da Segunda Guerra Mundial. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) nasceu deste mesmo encontro. Tais medidas proporcionaram a articulação de estruturas formais e de leis de proteção internacional para atender ao crescente número de refugiados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com um mandato inicial de três anos, a organização ampliou sua atuação devido ao aumento de conflitos espalhados pelo mundo e hoje presta assistência a, aproximadamente, 19 milhões de pessoas em todos os continentes. “Imaginava-se, naquela época, que o ser humano teria aprendido. Depois de dois conflitos, um seguido do outro, guerra nunca mais. Só que não foi bem assim e o Acnur continua com mandato até hoje”, conta o advogado Carlos Abrão, que trabalhou durante quatro anos no ACNUR, na elaboração de processos para o pedido de concessão de refúgio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Brasil aderiu ao Estatuto de 51 e, em 1997, criou a Lei Nº 9.474, que define mecanismos para sua implantação. O total de refugiados hoje no país é composto por pessoas de 52 diferentes nacionalidades. A preponderância é de africanos. Cresce, contudo, mais recentemente, a entrada de solicitantes de refúgio procedentes de países latino-americanos, particularmente da Colômbia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;“Novos Brasileiros”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitos dos estrangeiros que chegam ao Brasil em busca de segurança, com visto de turista ou cruzando fronteiras ilegalmente, demoram a descobrir a possibilidade de viver de acordo com a lei que regulamenta sua estadia no país com a condição de refugiado. Geralmente, tal descoberta se dá através do contato e troca de informações com outros imigrantes. Um caso relatado por Abrão exemplifica essa situação. Um angolano, que vivia na região de Cabinda, rica em petróleo, onde lutas separatistas geram intensos conflitos, falsificou sua identidade para conseguir fugir do local e entrou ilegalmente no Brasil. Aqui, não foi descoberto pela Polícia Federal e partiu para a Itália. Chegando lá, foi imediatamente barrado, pois a irregularidade de sua documentação foi constatada. Deportado para o território brasileiro, foi encaminhado para o presídio Antônio Marrey (SP). “Ele só descobriu que poderia pedir refúgio na cadeia, quando conversou com dois nigerianos que eu tinha recém-entrevistado. Ele me mandou uma carta e fiz o protocolo para poder fazer a entrevista. No fim, foi reconhecido como refugiado e o processo contra ele foi extinto”, conta Abrão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Após entrar com pedido de refúgio na PF, o solicitante recebe documentos provisórios enquanto passa por entrevistas com advogados do ACNUR. Seu processo será encaminhado ao Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), presidido pelo Ministério da Justiça, que analisa cada caso e decide pelo reconhecimento ou não da condição de refugiado.&lt;br /&gt;Se o pedido for aceito, o refugiado tem seu visto legalizado e recebe carteiras de identidade e de trabalho permanentes. Além disso, é encaminhado pelo ACNUR a órgãos não-governamentais com os quais possui convênio. No estado de São Paulo, por exemplo, a Cáritas Arquidiocesana presta assistência aos solicitantes e refugiados com o objetivo de facilitar a integração à sociedade brasileira. Além de receber uma bolsa-auxílio no valor de um salário mínimo por tempo que varia de acordo com cada caso, contam com auxílio médico, habitacional, orientações e cursos profissionalizantes, viabilizados através de parcerias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;O futuro...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, tanto Lina quanto Edwin projetam suas vidas em solo brasileiro. “Estou fazendo de tudo para permanecer aqui. Sei que na Colômbia minha vida não seria boa. Quem sabe mais para frente”, planeja ele, que antes de chegar ao país suas referências em relação ao Brasil restringiam-se ao carnaval do Rio de Janeiro e às garotas de Ipanema e Copacabana. Conta que foi muito bem recebido e que fará parte da torcida brasileira na Copa deste ano. Lina conta que, embora sinta-se muito sozinha, gosta do país e acredita que sua situação irá melhorar a partir do momento em que fizer amizades na escola e no trabalho. “Voltar para a Colômbia eu não volto, porque tem muito problema”, revela. A jovem espera o reencontro com alguns familiares no Equador, já que para permanecer com o visto de refúgio não pode retornar ao seu país por um período determinado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-115082216874580126?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/115082216874580126/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=115082216874580126' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115082216874580126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115082216874580126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/de-deslocado-refugiado.html' title='De deslocado a refugiado'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-115082164740898044</id><published>2006-06-20T09:26:00.000-07:00</published><updated>2006-06-20T10:28:21.020-07:00</updated><title type='text'>A Colômbia e a Guerrilha</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/1600/Col_mbia_mapa_editado.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/320/Col_mbia_mapa_editado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Por Isabella Haddad e Valéria Graziano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os grupos guerrilheiros nasceram com o objetivo de opor-se ao governo do país. A partir da década de 90, desencantados com as correntes de esquerda, perderam seu rumo e, por estarem instaladas nas zonas rurais, aproximaram-se das plantações de coca e, posteriormente, do narcotráfico, hoje principal fonte de sustento de tais guerrilhas. O primeiro grupo foi as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARCs), criado em 1959 e considerado um dos principais até hoje. O Exército de Libertação Nacional (ELN) é outro grupo atuante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O conflito armado colombiano já gerou mais de 1,5 milhão de deslocados internos registrados pelo governo – de acordo ONGs, o número real é maior, já que muitas pessoas têm medo de se apresentarem às autoridades. Mais de 40 mil mortos fazem parte das estatísticas da violência no país e, segundo o Acnur, o fenômeno intensifica-se a cada ano. Entre 2003 e 2004, houve um aumento de cerca de 40% no número de deslocados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo a diretora do Acnur para a América do Sul, Flor Rojas, o Brasil recebeu mais de 300 refugiados da Colômbia em 2005. Esta situação vivida na Colômbia foi considerada, em relatório anual da MSF, uma das dez crises humanitárias mais esquecidas pela mídia em 2005.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-115082164740898044?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/115082164740898044/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=115082164740898044' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115082164740898044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115082164740898044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/colmbia-e-guerrilha.html' title='A Colômbia e a Guerrilha'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-115081415397005283</id><published>2006-06-20T07:33:00.000-07:00</published><updated>2006-06-20T07:36:06.040-07:00</updated><title type='text'>A vez dos orgânicos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Débora Mari e Gabriela Visockas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A socióloga Maria Helena de Mello Pupo tem 70 anos, e há 20 trocou verduras e vegetais tradicionais que consumia por alimentos orgânicos. Na época, seu pai fez um tratamento ortomolecular para a cura de um câncer, em que a alimentação era baseada nesse tipo de comida. “Ele se curou e morreu aos 104 anos de causas naturais”, garante a socióloga, que, por esse motivo, se tornou uma defensora assídua dos orgânicos. Segundo ela, há 20 anos a variedade era menor e não existiam lojas especializadas. Hoje, Maria Helena encontra até cosméticos orgânicos. “O creme de Aloe Vera escurece e dá volume aos cabelos”, afirma ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento do segmento de produtos orgânicos, testemunhado por Maria Helena, ilustra o crescimento da produção que hoje atinge 20% ao ano no Brasil; e do consumo anual, que seguindo as tendências mundiais, cresce mais de 50%. Esses índices retratam um aumento no número de pessoas que, assim como a socióloga, vêem nesse tipo de produto uma forma de melhorar a qualidade de vida. Por ele dispensar produtos químicos como agrotóxicos, fertilizantes, pesticidas, antibióticos e hormônios no seu cultivo ou criação, os adeptos consideram esse tipo de alimentação mais saudável e nutritiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Técnicas artesanais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Garantir a qualidade desses alimentos, no entanto, não é fácil: os produtores precisam preparar muito bem o solo, através de compostagem (fermentação de lixo orgânico próprio) e uso de biofertilizantes. Segundo o agricultor Marcos Ferreira Barbosa, que vende seus produtos na feira da Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região, ANC, o cultivo dos orgânicos é mais trabalhoso. “Para espantar os insetos eu pulverizo extrato de alho e pimentão nos vegetais, e a noite acendo lâmpadas ao redor da plantação para tirar eles de perto”, explica o produtor. Já o agricultor Sérgio Rodrigues, que cultiva os orgânicos há vinte anos, prefere plantar flores de primavera ao lado da lavoura, mais uma técnica que espanta os insetos para longe dos víveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fiscalização severa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os produtores dispostos a cultivar esses alimentos precisam se adequar à legislação do trabalho e do meio ambiente, além de respeitar regras rígidas de órgãos fiscalizadores, para que possam receber um certificado, que comprova a classificação de produtor orgânico, e os selos identificadores, necessários a todo tipo de produto orgânico. As propriedades certificadas pela ANC são inspecionadas anualmente para a atualização do selo. “Inspetores podem ainda fazer visitas surpresa nas áreas agrícolas para verificar se as normas estão sendo seguidas”, explica o diretor técnico da Associação, José Augusto Maiorano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as despesas no processo de certificação e manutenção do selo são de responsabilidade dos agricultores, já que as certificadoras no Brasil são particulares. Além das inspeções anuais e possíveis visitas surpresa, os produtores precisam pagar mensalmente uma porcentagem do que produzem para os órgãos certificadores. Segundo o engenheiro agrônomo Ernesto Emory Pyles, que possui conhecimento técnico e prático nos dois tipos de agricultura, esse é um dos fatores que impossibilita que os orgânicos se tornem competitivos com os convencionais em curto prazo no Brasil. “Outro fator negativo é que a estabilidade com a produção orgânica demora em torno de dez anos”, completa Pyles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma forma de amenizar os custos de regulamentação é com o processo de certificação participativa, que consiste na formação de uma comissão de produtores, consumidores e técnicos que, uma vez por mês, visitam uma das fazendas cadastradas no programa. Nesses encontros há trocas de experiências e fiscalização. Todos os membros assinam um relatório que tem a mesma função que o certificado. “Essa prática já existe há muito tempo, principalmente no Sul do país. Mas só agora está sendo regulamentada pelo Governo Federal”, explica Pyles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os orgânicos se tornaram mais conhecidos no Brasil em 1992, por ações conscientizadoras que ocorreram durante Segunda Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ficou conhecida como ECO 92 e aconteceu no Rio de Janeiro. Mas a legislação específica, na qual o Ministério da Agricultura diferencia esses produtos dos convencionais, só foi elaborada em 2003, e ainda está em processo de implantação. Maiorano acredita que em dois anos a regulamentação entrará em vigor. Isso vai beneficiar pequenos produtores (agricultura familiar), que, amparados pela lei, serão isentos da necessidade de ter um certificado, desde que disponibilizem integralmente a propriedade para inspeção, e vendam os produtos em ambientes que possibilitem o controle social, como as feiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Orgânico X tradicional&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a ANC, o Brasil é o segundo país com maior número de lavouras orgânicas do mundo, e tem cerca de 20 mil produtores. Um dos fatores positivos desse tipo de agricultura são os preços constantes durante todo o ano. “Não varia porque a gente mesmo vende, não tem intermediadores como o CEASA”, afirma Rodrigues. Mas isso não é suficiente para torná-los financeiramente competitivos com os alimentos tradicionais. Em alguns casos os orgânicos são até oito vezes mais caros. “Muita gente me critica quando sabe que eu gasto mais do que gastaria com produtos tradicionais, mas eu costumo dizer que o que eu gasto na feira, economizo na farmácia”, argumenta a consumidora Maria Helena. A diferença no preço se deve, principalmente, à grande perda dos alimentos orgânicos na produção, mesmo com todos os cuidados utilizados para compensar a proibição dos venenos. “A cada 20 kg de tomate de qualidade que se consegue através da agricultura convencional, apenas cerca de 7 kg de orgânicos são aproveitados”, revela Maiorano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com esses fatores negativos, as exportações dos orgânicos estão proporcionando resultados animadores para o mercado externo. Ele movimenta de US$ 90 a US$ 150 milhões de dólares por ano. As produções orgânicas mais lucrativas para o Brasil são açúcar, soja e café, conforme dados da ANC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As principais diferenças entre os alimentos convencionais e orgânicos, além do fato de os primeiros apresentarem resíduos como metais pesados e agrotóxicos, está na aparência, no sabor e no odor. Como os produtos químicos podem alterar o sabor, os orgânicos têm o gosto e cheiro mais característico do alimento. Porém, por estarem mais expostos aos insetos, perdem na aparência. Mas o aspecto não é algo que preocupa os adeptos. “Ter algumas marcas na casca da maça é controle de qualidade, porque significa que com certeza não foi usado veneno”, defende a advogada Thereza Sheffer, consumidora de orgânicos há oito anos. Além de serem menos atraentes, alguns produtos ainda se diferem na cor. “No caso do feijão, o orgânico é mais escuro. O fato se deve ao acréscimo de talco na produção convencional”, denuncia Pyles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consumidora de produtos orgânicos há três anos, a dentista Claudia Batagin diz que prefere esse tipo de alimento porque ele é muito mais saudável. “Os vegetais não têm agrotóxicos e a carne não apresenta hormônios de crescimento. E, além disso, é muito bom saber que o tomate que eu como tem gosto de tomate”, comenta Claudia. Ela garante ainda que mais uma das qualidades dos orgânicos é o fato deles durarem o dobro do tempo dos convencionais. “O que eu acho bom nessa onda de popularização da alimentação saudável, é que se superou a cultura apenas do corpo perfeito, e hoje a saúde, o que realmente importa, está sendo valorizada”, completa a dentista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a nutricionista Roseneide Cella, os orgânicos são realmente preferíveis. Ela conta que o acúmulo de resíduos químicos no organismo, decorrentes do consumo de alimentos contaminados, pode causar câncer e problemas no sistema reprodutor, tanto feminino quanto masculino. “Nutricionalmente, orgânicos e convencionais são idênticos e apresentam o mesmo efeito benéfico nos consumidores. O problema dos convencionais é que eles podem causar danos à saúde a longo prazo, mas é claro que a gravidade desses problemas também varia dependendo da intensidade da intoxicação e do organismo do indivíduo”, acrescenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Expansão do mercado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento do consumo é o responsável pelo crescimento do segmento e variedade desses produtos. Na área alimentícia, se encontram os produtos in natura como frutas, legumes e verduras; e ainda os processados ou industrializados, como macarrão, suco, geléia, chocolate, doces, pão, derivados de leite (queijos, iogurtes, manteiga, etc), vinho, cerveja, refrigerante, molho de tomate, catchup, café, açúcar, farinha, carne, entre outros. Além disso, já é possível encontrar produtos de limpeza, cosméticos, como shampoo e cremes para o corpo e cabelo à base de Aloe Vera; óleos essenciais e vegetais, e mais uma infinidade de produtos que possibilita ao consumidor utilizar somente os orgânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Campinas, há cinco anos funciona o Sweemy, um restaurante que utiliza alimentos orgânicos no preparo de suas refeições. O estabelecimento foi doado à Associação dos Amigos da Criança, AMIC, e seu faturamento contribui para pagar os gastos da instituição em creches da cidade. O administrador e responsável é o engenheiro de alimentos Júlio Lúcio Macuno, que utiliza seus conhecimentos na medicina tradicional chinesa para fazer refeições ricas e saudáveis e atender a essa demanda de consumidores preocupados com a alimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora Maria Cecília Ugarte foi obrigada a parar de comer carne por motivos de saúde, o que a levou a conhecer os alimentos orgânicos. Seu interesse foi tanto que ela até freqüentou um curso sobre o assunto. Em 1994, fez uma orientação alimentar com Macuno, e posteriormente conheceu o restaurante. Desde então, por ter a possibilidade de comer o que gosta fora de casa, prefere almoçar no Sweemy. “Tem muito mais variedades, as coisas não estragam na minha geladeira e ainda é muito gostoso”, elogia Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O supermercado Pão de Açúcar do Cambuí, em Campinas, vende produtos orgânicos há 10 anos. A seção destinada às hortaliças triplicou de tamanho nos últimos dois anos. Paulo Sérgio Corrêa Rodrigues, responsável pelo setor de frutas, legumes e verduras do local, conta que nem é necessário esperar as estatísticas da empresa para perceber o aumento do consumo. “Nós recebemos produtos todos os dias e só de olhar as prateleiras é perceptível que as pessoas compram mesmo”, conta, apontando para a prateleira quase vazia. No supermercado ainda há folhetos explicativos desses produtos. “É uma boa maneira de informar os clientes e incentivar o consumo”, revela Rodrigues. Atualmente, 30% da prateleira de verduras é destinada aos orgânicos, e como a tendência é de constante crescimento, o supermercado tem um projeto de criar uma seção apenas para esse segmento. Alimentos de todos os setores serão disponibilizados em uma mesma área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comerciante Horácio Coutinho freqüentava a Feira da ANC, onde comprava farinha para fazer pães orgânicos que comercializava em sua própria casa. Se interessou tanto pelo cultivo dos alimentos orgânicos que se tornou um produtor. Há dez anos, ele vende seus produtos na Feira, e um ano atrás abriu a Mater Orgânica, loja no Cambuí que possui os produtos mais diversificados do ramo em Campinas. O estabelecimento é um mini-mercado onde os consumidores podem encontrar de tudo: de verduras a produtos de limpeza. Coutinho acredita que a produção de orgânicos é um projeto que visa a justiça social. “O processo de cultivo e comercialização pretende manter o produtor no campo, e com esse esquema de associação os agricultores têm muito mais chance de tornar seu negócio viável”, acredita o comerciante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa ideologia está baseada no mesmo princípio holístico do comércio justo, muito conhecido na Europa. Trata-se de um movimento que visa incentivar os pequenos produtores através de critérios especiais para um comércio sustentável, e se opõe às injustiças e desequilíbrio social causados pelo comércio internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje já existe até mesmo paisagismo orgânico. Márcia Isabel Grado é adepta dos alimentos orgânicos desde pequena, porque seus avós eram colonos e sempre cultivaram alimentos sem agrotóxicos. Essa herança ideológica foi tão presente em sua vida que deixou de ser somente um hábito alimentar e se tornou uma preocupação com o ecossistema. Hoje, ela desenvolve paisagismo orgânico com a intenção de não contaminar o meio ambiente e animais domésticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Márcia Isabel possui, ainda, uma estufa em sua residência, para o desenvolvimento de mudas e batatas-semente orgânicas, que ela vende para agricultores. A intenção é produzir plantas saudáveis, livres de qualquer tipo de contaminação. “Atingir um grau de produção alto é a principal meta de qualquer produtor. E para a agricultura orgânica, não ter sementes doentes é essencial”, afirma ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ideologia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Bio Brazil Fair, a 2ª Feira Internacional de Agricultura Orgânica e Sustentável, que ocorreu em abril de 2006, em São Paulo, foi perceptível que mais do que a simples preocupação com a saúde, a produção e o consumo de orgânicos envolvem uma filosofia, na qual a maior preocupação dos produtores e adeptos é com uma vida saudável, longa e tranqüila, em um ambiente harmonioso e natural. Provas disso são os outros serviços divulgados na Feira, como massoterapia, ioga, acupuntura e cursos holísticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O produtor Klaus Rüdiger, de Itu, acredita que a agricultura orgânica possibilita a harmonia da natureza. “A gente tem que se preocupar com o meio ambiente. Olhe o mundo como está. Quando era jovem, não existia nada disso de aquecimento global e efeito estufa”, lamenta. Há estudos que comprovam que a contaminação do solo, água e ar com produtos químicos pulverizados nas plantações, causa a extinção de espécies mais frágeis e danos irreversíveis ao homem, como paralisação de tecidos. Além disso, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), anualmente, de três a cinco milhões de pessoas são intoxicadas com agrotóxicos no mundo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Márcia Sant’Ana, proprietária da Day Luz, loja especializada em produtos orgânicos em Americana, também se preocupa com o planeta e tenta conscientizar seus clientes e amigos. “Quem freqüenta a loja já costuma pensar sobre temas dessa natureza, mas sempre que consigo panfletos ou outras informações procuro divulgar através do meu estabelecimento. Se cada um fizer um pouco, podemos recuperar o ecossistema e aproveitar o que a natureza tem de bom para nos oferecer”, acredita ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a filosofia de um mundo melhor e a preocupação cada vez mais intensa com a saúde, a tendência dos orgânicos continuarem a crescer é muito grande. Em lugares nos quais essa cultura é mais antiga, como na Europa, eles já lideram as vendas, e o engenheiro agrônomo Ernesto Pyles acredita no potencial do Brasil para atingir essa meta a longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele explica que o uso de agroquímicos é um circulo vicioso, porque as pragas se tornam resistentes às substâncias utilizadas e é necessária uma superdosagem, o que causa uma enorme degradação do solo. “Por isso o cultivo convencional tem se tornado cada vez mais caro. Além disso, o uso abusivo desses produtos vai deixar os solos impróprios para o desenvolvimento de qualquer cultura”, completa Pyles. Esses fatos, juntamente com a conscientização da população, trazem esperança para produtores e adeptos de que um dia os produtos orgânicos ultrapassem os convencionais em produção e venda no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Serviços&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Feira da ANC&lt;br /&gt;4ª f – Bosque dos Jequitibás (7h às 12h)&lt;br /&gt;6ª f – Centro de Convivência (7h às 12h)&lt;br /&gt;Domingo – Parque Ecológico (8h às 12h)&lt;br /&gt;Informações: (19) 32137759&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sweemy&lt;br /&gt;Rua Coronel Quirino, 1977&lt;br /&gt;Cambuí – Campinas – SP&lt;br /&gt;Tel: (19) 32528284&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mater Orgânica&lt;br /&gt;Rua Antônio Lapa, 645&lt;br /&gt;Cambuí – Campinas – SP&lt;br /&gt;Tel: (19) 32571753&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Day Luz&lt;br /&gt;Av. Brasil, 476&lt;br /&gt;Vila Medon – Americana – SP&lt;br /&gt;Tel: (19) 34067678&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pão de Açúcar&lt;br /&gt;Rua General Osório, 1844 – Cambuí&lt;br /&gt;Av. Princesa D’oeste&lt;br /&gt;Av. Alberto Sarmento, 775&lt;br /&gt;Tel: (19) 32526633&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fazenda Jlkkenti Yamaguishismo&lt;br /&gt;Rod. SP 340, km 138&lt;br /&gt;Jaguariúna&lt;br /&gt;Tel: (19) 38671173&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-115081415397005283?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/115081415397005283/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=115081415397005283' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115081415397005283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115081415397005283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/vez-dos-orgnicos.html' title='A vez dos orgânicos'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-115081338005775419</id><published>2006-06-20T07:11:00.000-07:00</published><updated>2006-06-20T07:31:31.973-07:00</updated><title type='text'>Vivendo de sonho</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Por Débora Mari e Gabriela Visockas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/200/Imagem%20010.0.jpg" border="0" /&gt; &lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;Fazenda de produção orgânica de Romeu Mattos Leite: precursora da atividade na região&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;p&gt;O engenheiro agrônomo Romeu Mattos Leite é pioneiro no desenvolvimento da agricultura orgânica no Brasil. Neto e filho de agricultores, foi descobrindo desde cedo o prejuízo que os agroquímicos causam na agricultura convencional. “Eu vi o solo da fazenda do meu avô ser degradado pelo uso excessivo de agrotóxicos e a produção cair”, conta Leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Universidade de Londrina, onde estudou, assim como em todas as faculdades de agronomia do Brasil na década de oitenta, os professores defendiam a utilização de veneno para o cultivo de qualquer cultura. Com uma opinião formada sobre os agrotóxicos, Leite e colegas de república montaram um grupo de estudos sobre agricultura alternativa. Na chácara onde moravam iniciaram uma produção totalmente natural. “Para mostrar a qualidade dos produtos que desenvolvíamos, entregávamos os alimentos na casa dos professores”, diz Leite, relembrando o ato de protesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1985, a certeza de que a produção orgânica era o caminho a ser traçado levou os colegas de faculdade para o Japão, onde fizeram estágio por três anos. “Voltamos para o Brasil com dinheiro e uma técnica que visa a organização social, chamada Yamaguishi”, conta. Isso foi o bastante para o engenheiro adquirir a fazenda de 60 hectares Jlkkentl Yamaguishismo, em Jaguariúna. “Escolhi este local porque é perto de um grande centro, e minha intenção era divulgar a agricultura orgânica”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro investimento foi na avicultura. “No início eu entregava gratuitamente os ovos na cidade de Campinas”, lembra. A aprovação da população fez com que rapidamente Leite iniciasse a comercialização através de entrega em domicílio. A produção foi aumentando, e a quantidade de esterco produzido pelas galinhas possibilitou o desenvolvimento da horta. Em seguida Leite deu início à produção de mel, depois foi a vez do queijo, e hoje, 28 trabalhadores produzem 100 diferentes tipos de alimentos. “São 400 entregas por semana, 80% em domicílio, e 20% para oito lojas especializadas”, conta o engenheiro. Esses números só não são maiores pela falta de informação de grande parte da população. “Ainda hoje existem pessoas que acham que alimentos sem agrotóxicos são anti-higiênicos e que o consumo de ovos sem antibiótico pode causar doenças, sendo que o que ocorre é o contrário”, lamenta Leite. A ingestão de antibióticos através de carne e ovos torna as pessoas resistentes àquela substância, o que dificulta a cura das doenças causadas por bactérias.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fazenda é hoje a maior produtora de alimentos orgânicos da região de Campinas, mas mesmo após todo o desenvolvimento os ideais que Leite adquiriu na juventude continuam os mesmos. “Quando comprei a fazenda, apenas 8% da terra era coberta por mata nativa, e, através de reflorestamento, hoje atingi o índice de 27%”, diz com orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-115081338005775419?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/115081338005775419/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=115081338005775419' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115081338005775419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115081338005775419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/vivendo-de-sonho.html' title='Vivendo de sonho'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-115081118127159006</id><published>2006-06-20T06:42:00.000-07:00</published><updated>2006-06-20T09:39:01.200-07:00</updated><title type='text'>Além dos nove meses</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Camila Vaz e Flávia Zamperlini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ter um filho. Décadas atrás, esse desejo de mulheres que apresentavam problemas de fertilidade poderia ser considerado como uma barreira quase impossível de se ultrapassar, tanto que muitas delas acabavam adotando uma criança ou desistindo após anos e anos de tentativas sem sucesso. Felizmente, os avanços no campo da medicina reprodutiva propiciaram maior facilidade no alcance à maternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este pode ser um fio de esperança na vida da professora universitária Luciana Crnkovic. Ter um bebê sempre foi o sonho dela e hoje, aos 30 anos, é um desejo que luta para tornar realidade. Ansiosa, ela sente como se houvesse um chamando interno dizendo que está pronta para a gestação. “As mulheres que têm dificuldades para engravidar não são as meninas adolescentes, sem experiência, que ficam grávidas inconseqüentemente. São mulheres decididas, normalmente bem resolvidas, que querem um filho para completar sua vida”, acredita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciana lembra que, quando tentou engravidar no ano passado, teve todo o apoio do marido. “Tudo o que precisava ele fazia e me obrigava a fazer. Torcia junto comigo e se decepcionava quando a menstruação atrasava e o resultado era negativo”, diz. O companheirismo dele foi fundamental quando a professora precisou parar de tentar devido ao aumento de cistos no ovário. “Ele me incentivou a trocar de médico e recomeçar do zero e é o que fazemos agora”, recorda-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora universitária é um exemplo do que o ginecologista e obstetra Newton Eduardo Busso, especialista em reprodução humana, define como “mulheres do novo milênio”. Segundo ele, nos países desenvolvidos está aumentando o número de mulheres que vêm adiando para etapas mais tardias de suas vidas a decisão de ter o primeiro filho. O Brasil também começa a viver essa tendência, especialmente entre a população de classe média. “A mudança comportamental das mulheres faz com que elas atrasem a gestação para uma fase mais tardia. Por isso, a mulher paga um preço, pois se expõe a riscos de doenças ao longo da vida, como endometriose, miomas, doenças sexualmente transmissíveis e o fator mais importante e irreversível - o envelhecimento ovariano”, explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/1600/Newtonxxx.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/200/Newtonxxx.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 102, 102); font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O ginecologista e obstetra Newton Eduardo Busso afirma que está aumentando o número de mulheres que adiam a chegada do primeiro filho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A psicóloga Juliana Roberto dos Santos, especialista em Psicologia da Saúde e Hospitalar e coordenadora do setor de Psicologia do Centro de Reprodução Humana - Faculdade de Medicina do ABC, confirma esse diagnóstico. Segundo ela, as mulheres de hoje esperam mais tempo para engravidar porque primeiro buscam a realização profissional para depois pensar em filhos. “Isto não é problema se pensarmos que cada casal tem o seu momento para ter filhos; a única questão é a qualidade dos óvulos que vai diminuindo com o passar dos anos, dificultando assim a gravidez”, avalia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ginecologista e obstetra enumera alguns fatores que podem levar casais a terem dificuldades de obter a gestação. O primeiro deles está ligado à produção dos gametas (espermatozóides e óvulos). Um segundo está relacionado ao encontro dos mesmos, tanto em relação à atividade sexual, quanto ao caminho que o espermatozóide tem que percorrer para fertilizar o óvulo. Existem ainda fatores que impedem a implantação do embrião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busso afirma que a idade ideal para se ter um filho, de maneira a garantir que a gestação ocorra com mais facilidade e maiores chances de sucesso, é no final da adolescência, mas isto nem sempre é possível. “Se o casal tem como objetivo constituir família com filhos, deve priorizar ou antecipar este projeto a fim de evitar problemas futuros e não deixá-lo por último, depois da carreira, da estabilidade econômica ou da viagem para a Europa, por exemplo. A opção por atrasar a chegada do bebê pode ser irreversível, mas a carreira e a viagem com certeza não são”, atenta. “Mas é difícil estabelecer a idade acima da qual as chances de gestação tornam-se menores, tanto espontânea como com tratamentos. A experiência mostra que a queda nas chances de engravidar tem um declínio mais acentuado a partir de 35 anos”. Busso aproveita ainda para dizer que, ao contrário do que muitos acreditam, o anticoncepcional oral (pílula) não interfere com a possibilidade de engravidar após sua suspensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, ele observa que a eficácia do tratamento depende de vários fatores, dentre eles estão: o fator de infertilidade, o tratamento adequado e também a idade da mulher. Um ponto importante que deve ser levado em consideração pelos casais diz respeito à conscientização da limitação do tratamento em termos de resultados, a fim de que eles elaborem de modo mais adequado para superar o resultado negativo na tentativa de minimizar as frustrações e decepções. “Muitas vezes os casais têm recursos financeiros para só uma tentativa, o que faz com que todas as esperanças sejam depositadas naquele tratamento. Nós temos que alertar quanto a não transmissão de culpa para um dos pares do casal, responsabilizando assim o parceiro pelo insucesso”, enfatiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/200/Casal.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Segundo a psicóloga Juliana Roberto dos Santos, marido e mulher têm que estar unidos quando decidem recorrer à fertilização&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Conforme Juliana, os casais que recorrem à fertilização ficam muito ansiosos e preocupados, principalmente quando sabem do diagnóstico e começam a enfrentar um processo (às vezes longo) de relações com médicos, exames, equipe de saúde e instituições que procuram para solucionar o problema. “Eu trato o casal, pois é ele quem enfrenta dificuldades para engravidar. É claro que, na maior parte das vezes, a culpa pelo insucesso da gravidez cai em cima da mulher, mas ambos devem estar juntos nesse momento tão difícil”, recomenda. “É um tratamento desgastante e invasivo. O momento de espera do resultado do exame de sangue para saber o resultado de gravidez é identificado pelas pacientes como o de maior estresse. O resultado negativo é vivenciado como uma perda muito grande e as pacientes entram em um processo de luto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a psicóloga diz que a própria mulher se cobra por não ter conseguido engravidar pelo método natural. “Maternidade é confundida socialmente com feminilidade e as mulheres que não conseguem engravidar sentem-se inferiores, impotentes, menos mulher. Por isso, um acompanhamento psicológico é essencial nesses casos”, aconselha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duas felicidades&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicóloga Solange Alvarez é mais uma das mulheres que tiveram muitas dificuldades para engravidar. Ela só conseguiu realizar o sonho da maternidade aos 36 anos, já que seu marido havia feito vasectomia. “A possibilidade de uma gravidez natural era pouca, por isso ele fez a reversão e então partimos para a fertilização in vitro”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enganada, Solange lembra a sensação que tinha quando achava que estava grávida. “Eu ficava triste, mas sempre tive o pensamento voltado para o sucesso, de maneira que não me abalava muito. Pronta para a outra, era o meu pensar”, diz. O ex-marido, porque após o nascimento dos filhos o casal se separou, sempre apoiou muito a psicóloga nas fertilizações. Isso porque eles só conseguiram engravidar na quarta tentativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Solange descobriu que realmente havia engravidado, ela comemorou. “Fui a grávida mais feliz do mundo”. O resultado foi um casal de gêmeos, que hoje está com 13 anos. “Mas não mimo demais meus filhos devido à minha dificuldade de engravidar. Sou igual a qualquer outra mãe”, garante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quatro sofrimentos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãos suadas, pés agitados. A comerciante Ângela Maria Furlan Rodrigues conta que viveu um processo desgastante até conseguir engravidar do pequeno Tiago, hoje com um ano. Aos 39 anos, ela resolveu ficar grávida. Devido à idade já avançada para quem deseja se tornar mãe e ao marido - que não produzia quantidade suficiente de espermatozóides - as complicações foram várias, tanto que Ângela fez cinco fertilizações durante oito anos. Na primeira, em São Paulo, a comerciante não conseguiu engravidar porque lhe deram uma quantidade elevada de hormônio. “Tive que tomar muitos medicamentos para tirar o excesso”, recorda-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda tentativa foi em Ribeirão Preto. “Consegui engravidar, mas o bebê havia sido gerado na trompa [de Falópio]. Corri para o hospital em Itatiba [onde mora] para retirar o feto. Foi muito triste”, lembra. Mas ela não desistiu. Fez novamente fertilização em Ribeirão Preto, na qual ficou grávida por três meses, até que foi vítima de um aborto espontâneo. Na quarta tentativa, em Campinas, também teve sucesso até certo ponto. A comerciante foi mãe de duas meninas, que nasceram no oitavo mês de gestação, mas os bebês só viveram por quatro dias. “Fiz o enterro num domingo. Minha mãe estava em Atibaia fazendo hemodiálise e eu, com as meninas mortas. Foi uma tristeza só”. Na quinta e última vez, Ângela havia deixado cinco embriões, sendo que dois ficaram congelados. Três deles não deram certo. “Depois de dois meses, fiz a transferência dos embriões congelados e um deles sobreviveu”, conta. “Foi um milagre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo foram flores. No começo, o marido da comerciante não aceitava a idéia da inseminação artificial. “Ele até pensou em adoção, mas eu não tinha coragem”, diz. O desgaste no decorrer dos anos quase levou o casal à separação. “Não desisti. Eu desanimava, mas a vontade de engravidar era maior. Porém, chegou uma hora que ele estava cansado demais de tudo e se não vingasse, iríamos parar de tentar”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando descobriu que estava grávida novamente, Ângela mal podia se conter. “Eu pensava que, se com os embriões frescos que não tinha dado certo, com os congelados menos ainda. Fiz o repouso sem esperança nenhuma. Quando liguei na clínica, o médico me deu os parabéns pelo resultado positivo. Eu nem acreditava. Foi uma felicidade muito grande”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino nasceu pouco antes de completar os nove meses. “Além de tudo, eu tenho pressão alta. Fui obrigada a ter um acompanhamento rigoroso durante toda a gravidez”, lembra. Hoje, Tiago é tudo na vida dela. “Ao ver as gracinhas que ele faz, penso que valeu a pena tudo o que passei”.&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/1600/Mae%20e%20filhoxxx.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/200/Mae%20e%20filhoxxx.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: center; color: rgb(255, 102, 102); font-style: italic; font-weight: bold;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A mamãe Ângela Maria Furlan Rodrigues com o pequena Tiago, de um ano&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;Vontade de viver&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num misto de insegurança, medo e expectativa os olhos da jovem empresária, Aline Souza, denunciavam todo o sofrimento que ela passou quando descobriu que não poderia ter um filho, de que tanto sonhava e esperava, pelos métodos naturais e talvez nem conseguiria por outros métodos. “Ainda me lembro, era maio de 2000. Eu e meu marido decidimos ter um filho, já que estávamos casados há três anos. Tentamos por alguns meses, mas esse filho não vinha. Fui, então, ao médico e descobri que só por Deus conseguiria engravidar. Neste dia meu mundo desabou”, relata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aline decidiu que faria tudo o que estava ao seu alcance para que seu sonho se realizasse. Fez vários tratamentos, inseminações artificiais, mas em cada uma delas só alcançava o temido fracasso. Além da baixa auto-estima, do desgaste, tanto emocional quanto psicológico, e de todo o sofrimento que a jovem passava, ela estava, pouco a pouco, perdendo as esperanças. “Já não conseguia mais, não tinha mais forças para continuar. Meu maior apoio foi meu marido [Fábio]. Tenho certeza que, se não tivesse todo esse apoio, desistiria bem mais cedo”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de dois anos de espera e de muitas lágrimas, Aline recebeu a notícia de que estava grávida. “Nossa, foi o melhor dia da minha vida. Achei que finalmente aquele pesadelo tivesse acabado. No mesmo dia fui a muitas lojas de bebês e comprei roupinhas para o meu filho”, conta. O que a jovem empresária não imaginava era que sofreria um aborto natural. “Toda hora perguntava a Deus porque isso estava acontecendo comigo. Por que eu? Precisei da ajuda de um psiquiatra para superar a perda. Acho que até hoje ainda não superei”, desabafa. Neste período, Aline desistiu dos tratamentos para cuidar dela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2004, sem muita ansiedade e expectativa, ela resolveu reiniciar as inseminações. “Afirmei para eu mesma que esta era a última tentativa. Se não conseguisse (choro)...(pausa)...não iria me machucar novamente”. Depois de duas semanas, a empresaria engravidou, mas os problemas insistiram em aparecer. “Tive uma gestação muito ruim. Tive todos os problemas que você pode imaginar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do sofrimento antes e durante a gestação, Aline finalmente conseguiu conclui-la, através de fertilização in vitro e hoje é mãe da pequena Angélica, que já está com dois anos. “Tive todos os obstáculos na minha frente, mas não desisti e consegui. Hoje minha filha é a pessoa mais importante da minha vida. Sei que, apesar de todo esforço para que ela chegasse, não posso mimá-la e nem tratá-la como uma criança diferente, mas também não posso negar que Angélica é muito especial e que me trouxe, novamente, a vontade de estar viva”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O outro lado da fertilização&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quem conheceu anos atrás a publicitária Sabrina Camargo, hoje com 27 anos, parece não reconhecê-la. Tranqüila, paciente e decidida, ela mudou sua vida em função da gravidez das trigêmeas Giulia, Beatriz e Eduarda. “Sempre trabalhei. Tinha uma vida muito ativa. Fui de 100 a zero em dois dias, porque quando descobri que eram três, o médico me orientou a fazer repouso absoluto”, comenta. “Eu gostava dessa minha vida social e de uma hora para outra tive que parar tudo. No começo, não aceitava que Deus estava me presenteando com três”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a publicitária, o apartamento onde a família vive também teve de ser adaptado para a nova rotina. Ela colocou tela na sacada, forrou todo o chão da sala com colchonetes para que as crianças brinquem com mais conforto, além de retirar todos os móveis que possuem quina, pois estes oferecem perigo, já que, na idade em que estão, querem subir e fuçar por tudo. “Colocamos uma televisão para ficar na altura delas e fechamos a sala com uma divisória para evitar que elas se machuquem”, observa a mãe zelosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vontade de ter um filho surgiu há dois anos. Sabrina e o marido tentaram engravidar pelos métodos naturais por seis meses. Durante esse período, ela teve uma gestação, que não vingou. Em seguida, foi procurar as causas do aborto e nos exames nada foi constatado. O médico solicitou, então, que seu marido também fizesse alguns exames. Nesse momento, verificou-se que ele apresentava baixa capacidade espermática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o problema já detectado, o casal não quis mais prolongar o sofrimento. “Por mais que a gente tentasse, era só sofrimento, porque eu conseguiria engravidar, mas não iria para frente. Então, já que nós queríamos e estávamos com esse intuito, resolvemos recorrer à fertilização”, afirma a publicitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que acontece com muitas mulheres, Sabrina só precisou fazer uma inseminação para obter a gestação. Pagou R$ 8,5 mil pela tentativa e mais R$ 3 mil pelos medicamentos. “Fiz os tratamentos com hormônios e aí logo de cara já vieram três”, diz. Mas as trigêmeas levaram a mãe a ter uma gravidez complicada. Além da depressão gestacional, ela enfrentou uma hiper-estimulação ovariana, que acomete apenas 1% das mulheres. Como o ovário produz um óvulo por mês, foi obrigada a tomar hormônios para produzir em 30 dias o que produziria em um ano. “A quantidade de hormônio que tomei foi muito alta. Fui dormir com 50 kg e acordei no dia seguinte com 60”, relembra. “A fertilização é um sonho realizado, se der certo. O fato de a minha ter sido trigemelar não foi uma experiência muito boa. Nas clínicas que fazem inseminação artificial, os médicos vendem um serviço. Você quer um filho, eles sabem como fazer. Você paga, eles fazem. Só que esses profissionais não divulgam as conseqüências”, destaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As meninas nasceram de quase sete meses e com pouco mais de um kg cada. Por isso, ficaram na UTI neonatal por 56 dias e nos últimos 21, a mãe foi internada para ficar junto com as crianças. Sabrina fazia mãe-canguru das 7h30 às 18h. “Por mais que eu tivesse lido, procurado, especulado, conversado, eu não tinha visto criança alguma deste tamanho. Minha avó fala que pareciam uns ratinhos. Elas não tinham gordura suficiente nem para tomar vacina”, conta, nervosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todo o momento, a publicitária faz questão de salientar seu sofrimento durante a gravidez, que, segundo a mesma, não foi alertada por seu médico. “Tive prurido gestacional, que atinge uma mulher em um milhão. É uma coceira que dá na palma da mão e na sola dos pés, porque o fígado não trabalha o suficiente para eliminar as toxinas. Como eu estava grávida de três, elas estavam comprimindo tudo, como diafragma, estômago e vesícula, que, por sinal, tive que retirar durante a gestação, pois ela atrofiou”, recorda-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as meninas prestes a completar um ano, Sabrina está satisfeita por ter realizado seu sonho. A mãe coruja conta que elas são calmas, extremamente sociáveis e unidas. Uma sente a falta da outra nas brincadeiras. Não choram, não reclamam de nada e dormem a noite toda desde os três meses de idade. Luta, garra, fé e tenacidade. Essas são algumas características comuns a pessoas tão diferentes. Sabrina, Solange, Aline e Ângela, quatro mulheres unidas por um objetivo em comum: alcançar a tão esperada maternidade. Para conseguir, elas lutaram contra suas próprias limitações, resistiram às barreiras impostas pela vida e hoje colhem os frutos de suas conquistas e são felizes por isso. Mas mesmo a professora universitária Luciana, que ainda não se tornou mãe, reconhece o valor de um filho para uma mulher. “Uma criança parece a realização de nossa missão. É o que dará sentido e norteará nossas vidas para sempre”, traduz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/200/Trigemeas%2002.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eduarda, Beatriz e Giulia: as trigêmeas que fazem a alegria da mamãe Sabrina Camargo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-115081118127159006?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/115081118127159006/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=115081118127159006' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115081118127159006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115081118127159006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/alm-dos-nove-meses.html' title='Além dos nove meses'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-115081000779832648</id><published>2006-06-20T06:22:00.000-07:00</published><updated>2006-06-20T09:42:27.690-07:00</updated><title type='text'>Projeto Beta é esperança para casais de baixa renda</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Camila Vaz e Flávia Zamperlini&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/200/Gravidas.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;Ser mãe é o desejo de quase todas as mulheres do mundo todo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Projeto Beta é o primeiro centro especializado em medicina reprodutiva privado a tratar a infertilidade com responsabilidade social, adequando o custo do tratamento à condição socioeconômica de cada casal. O objetivo é oferecer soluções para problemas de fertilidade aos casais que enfrentam dificuldades em obter gestação e, muitas vezes, acabam desistindo do sonho de terem filhos devido à escassez de tratamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde).&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7091/3140/1600/Gravidas.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formado por um grupo de 50 profissionais da área de saúde, trata-se de uma iniciativa liderada pelos médicos: Elvio Tognotti (médico assistente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo); Jonathas Borges Soares (membro da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida); Nelson Antunes Júnior (responsável pelo departamento de reprodução humana da Faculdade de Medicina do ABC); Newton Eduardo Busso (professor assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa); e Sidney Glina (presidente da Sociedade Brasileira de Urologia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma equipe multidisciplinar, também formada por biólogos, embriologistas, ginecologistas, urologistas e enfermeiros, o Projeto Beta busca oferecer excelência no atendimento de casais inférteis e encontrar uma solução eficaz para o problema específico de cada um, utilizando estratégias que facilitem o acesso a tratamentos de infertilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto realiza palestras gratuitas e orienta os casais sobre os tipos de tratamento oferecidos. Além disso, os casais podem tirar dúvidas com especialistas e passar por consultas, ultra-sonografia e análise seminal criteriosa. Após a escolha do melhor tratamento para o caso, são encaminhados à assistente social. Nessa etapa, é realizado estudo para a adequação do custo do tratamento ao perfil socioeconômico dos casais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local das palestras é na Avenida Angélica, nº 688 - auditório do primeiro andar - Bairro Higienópolis, em São Paulo. As inscrições devem ser feitas pelo telefone (11) 3826-7017, de segunda a sexta-feira a partir das 14 horas. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-115081000779832648?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/115081000779832648/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=115081000779832648' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115081000779832648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/115081000779832648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/projeto-beta-esperana-para-casais-de.html' title='Projeto Beta é esperança para casais de baixa renda'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-114985368739246146</id><published>2006-06-09T04:35:00.000-07:00</published><updated>2006-06-09T05:11:46.356-07:00</updated><title type='text'>Por detrás dos vidros</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;A fome que o campineiro não quer ver&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66cccc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por Fabiana Buzzo e Jamily Deline&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos corredores dos supermercados tudo parece estar ao alcance de todos. Carnes, laticínios, frutas, legumes, cereais e guloseimas, entre tantos outros produtos oferecidos em pacotes atraentes ou dispostos de maneira apetitosa, enchem os carrinhos e esvaziam os bolsos de milhares de pessoas todos os dias. Alimentos indispensáveis à cozinha de qualquer boa dona de casa, como o arroz, o feijão, açúcar e café, ocupam quase sempre um lugar escolhido a dedo: as prateleiras nos fundos dos corredores. É o ritual do consumo presente em todas as sociedades e que ainda deixa muita gente para o lado de fora. Num país de consumidores vorazes, uma realidade geralmente passa desapercebida aos olhos daqueles que têm poder de compra: a fome.&lt;br /&gt;Presente em todas as regiões brasileiras, a fome atinge hoje cerca de 46 milhões de pessoas, de acordo com um levantamento feito pelo Banco Mundial em 2002. Essas famílias vivem com renda per capita inferior a US$ 1 ao dia. São homens, mulheres e crianças que não têm acesso aos suprimentos básicos. Em Campinas, a maior cidade do interior paulista, cuja população estimada já ultrapassou a casa de 1 milhão de habitantes, de acordo com o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 22% dos moradores estão inseridos no quadro da fome, denuncia o estudo intitulado O Atlas da Exclusão Social desenvolvido pelo pesquisador do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Mário Pochmann. São famílias inteiras que muitas vezes sobrevivem com menos de R$ 100 ao mês. “Pelo perfil traçado como medida para a pobreza, famílias com renda per capita inferior a R$ 100 ao mês compõem a parcela da sociedade que sobrevive em um quadro de miséria absoluta”, afirma o pesquisador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o caso de Maria José dos Santos Pereira. Aos 47 anos, Maria mora com o marido, José Balbino da Silva, 57, desempregado, em um barraco de madeira. Na moradia, dois cômodos espaçosos, divididos apenas por cortinas, às margens de um córrego, que ela não sabe como se chama, - Córrego da Lagoa - no Jardim São Marcos, em Campinas. No quarto, uma cama de casal e no chão dois colchões de espuma. As roupas ficam empoleiradas em cima de uma mesinha. “Desculpa a bagunça, mas aqui não tem onde guardar nada”. Sustenta a casa e as duas filhas menores que vivem com ela, Nayara, 12, e Beatriz, 10, com o dinheiro que ganha fazendo bico de doméstica em uma casa de família no mesmo bairro em que mora. “Ganho R$ 25 por semana. É a única renda que temos”, enfatiza. Com o dinheiro, compra o que chama de “extras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É dali que consigo comprar, de vez em quando, pão e leite para as meninas tomarem café e alguma coisinha que elas carecem. Nessa semana mesmo, tive que comprar um calçado para a mais nova porque ela tem alergia a andar descalça. O pé tá todo estorado”. Maria se referia a uma possível frieira que já acometia boa parte do pé de Beatriz que também apresenta sintomas de uma conjuntivite. Enquanto ela não consegue uma consulta médica para a filha no posto de saúde do bairro, onde, afirma, não há médicos, vai cuidando como pode das doenças que atacam sua família. Beatriz, sem atendimento, fica fora da escola. “Não tenho o que fazer. Nem consegui um atestado pra ela não pegar falta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para conseguir comida, o marido bate de porta em porta pedindo pela caridade daqueles que se dispõem a ajudar. Na despensa, nesse mês, dois sacos de cinco quilos de arroz, três quilos de feijão, a mesma quantia de açúcar, pacotes de farinha de mandioca e quatro pacotes de macarrão – um deles já iria para a panela naquela tarde. “Não vou dizer que é sempre assim porque não é. Tem vez que não tem nada não. Daí a gente tem que dar um jeito para garantir pelo menos o arroz. Mistura, tem semana que dá para comprar um frango, mas geralmente a gente usa farinha mesmo. Dá sustância”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vizinha de Maria vive a filha casada, Ádria, 20. Em situação um pouco melhor que a mãe, Ádria conta com o salário de R$ 350 que o marido, Alexandre Eleotério dos Santos, 19, seu primo em primeiro grau, ganha trabalhando como “saqueiro” no Ceasa de Campinas. O dinheiro mal dá para passar o mês, já que o casal tem, desde o mês passado, gastos com o filho recém nascido, Richard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;UM MUNDO DE MARIAS&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela mesma rua, onde as residências são igualmente construídas com tábuas e folhas de alumínio, se encontra um universo de Marias. Vidas inseridas na pobreza perpetuam o nome dado à mulher que, pela doutrina cristã, concebeu o filho de Deus. Ainda naquela rua às margens do Córrego do Lago, dois pequenos morros de terra separam o barraco de Maria da morada de sua cunhada, cujo nome só não é exatamente igual por falta de letras. Maria dos Santos, 54, uma mulher robusta, vaidosa, falante e com um sorriso sempre presente. A situação dela é mais delicada que a de sua cunhada. No espaço destinado à sala apertam-se um beliche, uma pequena mesa com três cadeiras e a cozinha: um armário enferrujado, um fogão com marcas de gordura e uma geladeira velha, sempre vazia. No outro cômodo, o quarto, cuja divisória é improvisada com sacos plásticos, está uma cama de casal e as toras que sustentam a estrutura de madeira. No canto, um banheiro sem porta e sem chuveiro. O banho vem da água que Maria pega na torneira do quintal e depois aquecida no fogão. Tudo sobre o chão batido, onde, em alguns locais, tufos de grama teimam em nascer. Ao contrário da maioria de seus vizinhos, esta Maria não ganha tão mal, ou pelo menos não ganhava. Está afastada há cerca de cinco meses do serviço como servente da Prefeitura por motivo de doença. Tem pressão alta, desvio na coluna, tendinite e agora foi identificado um “problema” no coração, que ela não sabe dizer ao certo o que é. Recebia, até o mês passado, R$ 500 pelo INPS (Instituto Nacional de Previdência Social). Entretanto, de acordo com ela, o benefício deve ser suspenso ainda este mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com a renda per capita acima daquela que a colocaria no conjunto de miseráveis, Maria dos Santos vive como tal. Com três filhos que, admite, são viciados em drogas, o dinheiro que ganha não dá para nada. “Tudo que ponho dentro de casa eles levam. Não tenho mais o que fazer”, desabafa. Para comer, recebe a ajuda de amigos que, se encontram em situação parecida, entretanto, conseguem dispor de alguma coisa. “Fome, aqui todo mundo sabe de perto o que é”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;A AJUDA DOS NECESSITADOS&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ato dos amigos de Maria não é isolado dentro do mundo da pobreza. “O pobre é mais solidário que o rico, já que é da divisão de alimentos doados que eles sobrevivem”, afirma o gerente do ISA “Parceria e Criatividade no Combate à Fome”, Jairo Pereira Leite. O ISA é uma organização não-governamental instalada no Ceasa de Campinas, que coleta frutas e legumes que serão descartados pelos permissionários das bancas e as distribui para 150 entidades assistenciais e para mais de 12 mil famílias cadastradas no projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que a maioria das famílias daquela região consegue abastecer a despensa por parte da semana. Esse é o caso da recém-empregada como faxineira em um laboratório, Adalgisa da Silva Rocha, 30. Todas as sextas-feiras, ela e a filha, ainda de madrugada, percorrem mais de cinco quilômetros de ruas de terra por meio de um canavial até o espaço localizado na frente do atacado Tenda, ao lado do Ceasa, a “casinha”, como é chamado. Ali são distribuídos aqueles alimentos recolhidos pela equipe de seo Jairo. Consegue entrar na casinha com os sacos em punho lá pelas 8h30, quase meia hora depois de iniciada a distribuição. Com os sacos abastados, pesando mais de dez quilos, ela e a filha acomodam os alimentos como podem em um carrinho de feira para percorrer de volta outros cinco quilômetros. A comida, explica, vai encher a despensa dela e de mais três famílias, entre elas, a de Maria dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho percorrido por Adalgisa nas sextas é compartilhado por mais cerca de 400 pessoas. São homens, mulheres e crianças que acordam por volta das 4h e rumam para a casinha em busca de alimento. Lá por volta das 8h, quando finalmente chega o caminhão carregado, a fila atinge mais de 500 metros de extensão. Às margens da rodovia Dom Pedro I, mais de três toneladas de frutas e verduras se esvaem em menos de uma hora. Ali, as regras de etiqueta tão presentes na sociedade e que ditam posturas não são nem de longe lembradas. A laranja é rasgada pelos dentes, o mamão, partido pelas mesmas mãos que momentos antes vasculhavam o chão em busca do fruto que escorregara das sacolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doação dos alimentos feita pela ONG é o que garante a comida na mesa da dona-de-casa Maria de Lourdes, 53. Desempregada há mais de dois anos, toda sexta-feira ela aguarda pacientemente na fila a vez de encher o saco de estopa com os alimentos que servirão para o almoço e a janta da semana. Maria de Lourdes sustenta os três filhos com uma renda mensal de R$ 100, fruto de “bicos” que faz como diarista. “Dô um jeitinho para tudo. Tenho que pagar as contas da casa com água, luz e a Cohab”, afirma. As despesas somam uns R$ 70. Com o perfil compatível aos beneficiários dos programas assistenciais do governo federal, Maria diz já ter solicitado bolsa família e auxílio gás, mas que ainda não obteve resposta. “Eu peço esses cartões há quase dois anos e até agora nada. Se tivesse pelo menos a ajuda do gás já era muita coisa”.&lt;br /&gt;Com um pouco mais vive a dona-de-casa Maria Alves de Araújo, 60. Com serviços de pedreiro, o marido consegue levar para casa quase todos os meses algo em torno de R$ 300, mas a quantia não é suficiente para suprir as necessidades do casal. “Só dá para comer, outra coisa num dá”. Com os gastos com remédios, mistura, só as verduras conseguidas na casinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;MIXARIA NÃO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as semanas, depois da descentralização ocorrida em outubro do ano passado, os três caminhões do ISA percorrem 34 pontos de distribuição. Às vezes, quando a comida é muita, chegam a abastecer um ponto mais de uma vez na semana. “Chegamos a receber cerca de 420 toneladas de alimentos por mês. Aproveitamos 80% desse montante”, explica Leite. Na sede do ISA, todo produto que chega passa por uma triagem que separa os alimentos ainda em bom estado daqueles impróprios para o consumo. Em geral, são doados produtos que, devido ao tempo de exposição ou problemas no plantio, como cores inadequadas, perderam valor de venda. Cerca de 90% dos permissionários do Ceasa são cadastrados no ISA. O sistema de trabalho é simples: pela manhã os funcionários da organização percorrem as “pedras” pedindo material para os comerciantes. O telefone toca e lá vai o caminhão em busca das doações. Na volta os produtos são imediatamente disponibilizados às muitas entidades assistidas pelo projeto e outros caminhões são carregados com os alimentos que vão para os pontos de distribuição. Uma rotina frenética que superlota e esvazia o depósito rapidamente várias vezes ao dia. “A fome não espera e nem nós. Toda hora tem caminhão chegando e outro saindo. Aqui não tem com mixaria. Tem comerciante que confiando no projeto chega a doar em um dia 15 toneladas de determinado alimento estocado”, afirma o gerente. Além trabalhar na ONG, Leite também preside o CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente), e de duas entidades que trabalham com a assistência de surdos na região da Vila Teixeira, em Campinas, a PassCamp e a Sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;MARCAS DA FOME&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A má alimentação, principalmente na infância, pode levar a conseqüências graves no desenvolvimento. As crianças que vivem em uma situação de subnutrição, além de terem baixas taxas de imunização do organismo, tornando-as mais suscetíveis às doenças, sofrem de deficiência na estatura e também têm dificuldades no desenvolvimento da inteligência e do raciocínio, de acordo com a nutricionista do Senac Fernanda Oliveira Giacomo. A mesma opinião é defendida pelo psicólogo e pesquisador da Unicamp Valério Arantes. Segundo ele, a inteligência é variável e influenciável pelas condições sócio-econômicas enfrentadas ao longo da infância e adolescência. “Isso não quer dizer que essas pessoas não sejam inteligentes, mas é inegável que há um retardamento no raciocínio lógico e na compreensão”, explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Fernanda, a subnutrição em crianças e adultos, caracterizada pelo consumo diário inferior a 2 mil calorias, e a falta da ingestão diária de proteína animal são fatores que levam a enfermidades graves como a anemia, falta de nutrientes no organismo. O Brasil, desde a década de 40, segundo estudo realizado pelo suíço Jean Ziegler, relator da ONU (Organização das Nações Unidas) para o Direito à Alimentação, tem capacidade de produzir alimentos em quantidade e qualidade para garantir o estado de nutrição adequada de toda população brasileira, 2.900 calorias por dia. Entretanto, no País, mais de 16 milhões de pessoas vivem com menos de 250 calorias/dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator de risco apontado pela nutricionista como um grave problema nos bolsões de pobreza são as doenças provenientes da ingestão de alimentos impróprios para o consumo. “Se o alimento não estiver em boas condições por estar velho pode causar diarréia em adultos e principalmente em crianças, causando mal-estar e fraqueza. Mas um alimento sujo pode trazer um perigo muito maior, doenças mais graves”, ressalta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se não for assim, aceitar aquilo que é dado, o que fazer quando o que se tem não é suficiente para ocupar o espaço vazio no ventre? A fome é um dos males mais cruéis que acometem o ser humano não só aqui, mas na maioria dos países subdesenvolvidos. Nos retratos do povo faminto da Etiópia, a figura de seres humanos que não se sabe como ainda conseguem manter-se em pé. No sertão nordestino, os pais que se acostumaram a perder os filhos antes mesmo do segundo ano de vida vítimas da subnutrição. Em Campinas, mais de 20 mil pessoas que não morrem de fome, mas sofrem com ela, e sobrevivem, graças à caridade alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Ações de combate à fome têm que ser integradas, diz economista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Por incrível que pareça, a pobreza está mais presente na região sudeste que no restante do país, se levados em conta fatores relativos de exclusão social como o acesso aos bens de consumo, saúde pública, educação e alimentação, denuncia o estudo O Atlas da Exclusão Social, desenvolvido pelo pesquisador do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Mário Pochmann. Nele, a fome, está caracterizada como a mais primária das manifestações da desigualdade e da exclusão social presente na sociedade. Em Campinas, como na maioria dos grandes centros, segundo o pesquisador, o isolamento da parcela excluída, a ausência de uma convivência diária corroborada até pela própria estrutura urbana, faz com que as classes mais abastadas não tomem consciência do problema aquém de seus bairros. Como em um jogo de dominó, em que a queda de uma peça leva a queda de outra, a falta de cobrança da sociedade que se mantém alheia ao problema também funciona como justificativa para a ausência do governo na implantação efetiva e imediata de medidas paliativas para essa realidade. “A fome hoje é algo mais complexo do que era nas décadas de 40, 50, quando foi primeiramente estudada. Antes, acreditava-se que ela era uma conseqüência natural ao processo de desenvolvimento e crescimento populacional, um problema técnico”. Pochmann se remete às teorias de que o volume de alimentos produzidos não seria suficiente para abastecer a crescente população dos países. Hoje, no entanto, segundo ele, o problema deixou o tecnicismo para adentrar a política. “O que os países produzem é superior à demanda de consumo, entretanto, uma grande parcela da população ainda não tem acesso esses bens, passam fome”. Ainda na década de 70, o Endef (Estudo Nacional da Despesa Familiar) atestou uma dura realidade: cerca de 42% das famílias brasileiras, na época algo em equivalente a 46,5 milhões de pessoas, consumiam menos calorias que o necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema inicialmente estava centrado em políticas públicas setoriais mal administradas. No cenário atual, Pochmann afirma que, por mais atraentes que sejam, ações públicas setorizadas como o programa Fome Zero ou mesmo a reforma agrária não são mais suficientes. É preciso mais. Para o pesquisador a única solução plausível seria uma ação conjunta entre as secretarias nos três níveis de poderes (federal, estadual e municipal) para o desenvolvimento de políticas integradas de combate à pobreza e distribuição de riqueza. “É preciso integrar a educação ao acesso à saúde, ao emprego, à assistência social, à créditos financeiros, à segurança pública. Uma rede de suportes que consiga eliminar ou mesmo minimizar os bolsões de pobreza”, defende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se essa é a possível solução para o problema da desigualdade social, as ações dos governos municipais, estaduais e federais deixam cada vez mais claro que estão no rumo contrário. Ao invés de promover políticas integradas, as esferas governistas se digladiam na tentativa de convencer o eleitor qual é a mais eficiente. Enquanto isso ocorrer, continuaremos a manter o véu que impede o acesso dos marginalizados aos tão sonhados bens de consumo. (&lt;a href="mailto:fabiana_buzzo@yahoo.com.br"&gt;fabiana_buzzo@yahoo.com.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:jamily1985@yahoo.com.br"&gt;jamily1985@yahoo.com.br&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-114985368739246146?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/114985368739246146/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=114985368739246146' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/114985368739246146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/114985368739246146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/por-detrs-dos-vidros.html' title='Por detrás dos vidros'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29468098.post-114985271118572439</id><published>2006-06-09T04:27:00.000-07:00</published><updated>2006-06-09T04:34:32.260-07:00</updated><title type='text'>Um exercício de grandes reportagens</title><content type='html'>Um jornalismo sem lead, que explore a fundo temas de interesse social - e também de interesse bem pessoal, com uma linguagem que tenta sair da mediocridade do dia-a-dia. Essa é a idéia deste material que apresentamos aqui, produzido na disciplina Edição e Produção Editorial, turma 1, da Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas, sob a minha coordenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Fuser&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29468098-114985271118572439?l=grandereportagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandereportagem.blogspot.com/feeds/114985271118572439/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29468098&amp;postID=114985271118572439' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/114985271118572439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29468098/posts/default/114985271118572439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandereportagem.blogspot.com/2006/06/um-exerccio-de-grandes-reportagens.html' title='Um exercício de grandes reportagens'/><author><name>Grande Reportagem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07561861260794375229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
